08 abril 2026

Roaming: Operadoras Nacionais com alternativas aos eSIM

O problema do 'roaming' e os eSIM

Já aqui falámos várias vezes dos problemas das comunicações móveis no estrangeiro. Quando estamos noutro país, os nossos telemóveis funcionam acedendo às antenas e às redes dos operadores desses países. Para esses operadores assegurarem a interligação da sua rede nesse país com a rede nacional dos nossos fornecedores de comunicações, e encaminharem a nossa comunicação para Portugal, aquilo que se designa por 'roaming', cobram taxas normalmente muito elevadas.

No Espaço Económico Europeu (EEE) - comunidade europeia (não em toda a Europa) e Reino Unido - o problema está resolvido: há anos firmou-se um acordo no sentido de as comunicações em 'roaming' entre esses países serem cobradas exatamente com as mesmas tarifas como se estivéssemos a ligar em Portugal. No entanto, no resto do mundo as taxas de 'roaming' são elevadíssimas e tornam as comunicações incomportáveis.

É neste contexto que aparece o conceito de eSIM, um cartão virtual de comunicações, com custos muito acessíveis, vendido por fornecedores internacionais especializados. Infelizmente, nem todos os telemóveis, tipicamente os mais antigos e os mais baratos, suportam essa funcionalidade.: 

Este tema dos eSIM foi abordado com algum detalhe neste blogue nestes artigos.

A resposta dos operadores nacionais

Recentemente, contudo, este cenário alterou-se de forma significativa: os principais operadores nacionais - NOS, Vodafone e MEO - "acordaram" para a realidade global e lançaram ofertas que prometem simplificar a vida de quem viaja.

Vodafone

A Vodafone lançou recentemente planos que cobrem 92 países fora do EEE. Com preços a partir de 6€ e validades até 30 dias, a grande vantagem é a simplicidade: não é preciso instalar perfis secundários nem fazer configurações complexas.


NOS (Net Roaming)

A NOS já tinha sio pioneira nesta resposta agressiva, com uma oferta para cerca de 100 destinos. Tal como na Vodafone, o trunfo é manter o número de telefone ativo e permitir receber chamadas e SMS, por exemplo para autenticação bancária, algo que os eSIM de dados não permitem, uma vez que só disponibilizam o serviço de Internet (embora possamos fazer 'chamadas' com WhatsApp, não podemos receber SMS, o que às vezes faz falta).

MEO

A MEO mantém-se, por agora, numa posição mais conservadora. A sua oferta ainda assenta em pacotes segmentados por zonas geográficas e tarifas diárias com limites de dados relativamente baixos (50MB a 200MB), exigindo maior atenção do utilizador para evitar custos extra.


Fornecedores Internacionais de eSIM

Apesar desta reação dos operadores nacionais, os fornecedores globais continuam a ser imbatíveis em termos de preço e na diversidade de pacotes:

  • Airalo: Continua a ser o maior fornecedor, com planos a partir de 4€ em mais de 200 países. Ideal para quem precisa de poucos dados apenas para 'desenrascar'.

  • Holafly: Focada em dados ilimitados. É a escolha certa para quem não quer contar GB, embora tenha preços mais elevados (cerca de 46€/mês).

  • Novos fornecedores: Marcas como a Saily, a Ubigi ou a Nomad vieram inundar positivamente o mercado, oferecendo preços entre 5€ e 25€ para estadias médias.

Como escolher em 2026?

Atualmente, a decisão é mais estratégica do que puramente financeira. Aqui fica um resumo das várias opções:

CaracterísticaOperadoras Nacionais
(NOS/Vodafone/MEO)
Fornecedores eSIM
(Airalo/Holafly)
ConfiguraçãoInstantânea (via SMS ou App)Manual (Instalação de perfil eSIM)
Número de TelefoneMantém o seu original (Voz e SMS)Apenas Dados (maioritariamente)
SegurançaIdeal para 2FA/BancosRisco de perder SMS críticos
Preço/GBCompetitivoGeralmente mais barato

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