20 junho 2026

O que aconteceu ao Menu Iniciar do Windows 11?

Se ligou o seu computador recentemente e sentiu que algo estava "fora do sítio", não está sozinho. Milhares de utilizadores do Windows 11 estão a acordar para um ambiente de trabalho que não reconhecem. A causa? Uma das maiores reformulações do Menu Iniciar dos últimos tempos.

A mudança começou a chegar a alguns computadores em outubro de 2025, mas é agora, com as atualizações mais recentes, que o novo design está a chegar em massa a todos os utilizadores.

Neste artigo, vou tentar explicar o que mudou, como pode personalizar o seu ambiente de trabalho e também por que é que esta mudança está a dividir as opiniões entre os utilizadores.

As 3 grandes novidades do novo Menu Iniciar

A Microsoft abandonou a navegação por páginas separadas em favor de um formato único, maior e com deslocamento vertical. 

O menu agora divide-se em três secções principais:

Secção "Afixado"

Agora com mais espaço, esta secção exibe por defeito 2 linhas de aplicações, mas cada linha pode agora conter até oito ícones. Esta área pode ser expandida (Mostrar mais) ou contraída (Mostrar menos) conforme a nossa necessidade, mantendo os nossos programas favoritos sempre à mão.

Secção "Recomendações"

Esta era uma das maiores queixas dos utilizadores. A secção de Recomendações mostra os programas e ficheiros usados mais recentemente e, por vezes, sugestões da Microsoft Store (que muitas pessoas consideram publicidade indesejada).

A boa notícia ´que agora é possível desativar esta secção quase por completo.

Como fazer: Ir a Definições > Personalização > Iniciar e desligar todas as opções de histórico e apps adicionadas recentemente. O menu irá fazer desaparecer esta área automaticamente.

Secção "Tudo"



Agora, a lista "Tudo" está integrada na interface principal. Podemos escolher entre três tipos de visualização:
  • Categoria: Agrupa apps automaticamente em pastas como "Produtividade" ou "Ferramentas de Programação" (semelhante ao que acontece no iPhone ou Android)
  • Grelha: Uma lista alfabética visual
  • Lista: O formato tradicional a que estávamos habituados

Como personalizar

À semelhança das versões anteriores, podemos personalizar vários aspetos do menu Iniciar indo a Definições > Personalização > Iniciar. Nesta página há agora 3 secções de definições - Recomendações, Tudo e Outro - permitindo-nos configurar as várias opções de cada secção.

O que não mudou (e que irrita alguns utilizadores)

Apesar destas mudanças positivas, a Microsoft tomou algumas opções mais polémicas:

  • Tamanho Fixo: O Menu Iniciar agora adapta-se à resolução do teu ecrã (fica maior em monitores grandes), mas não podemos redimensioná-lo manualmente
  • Formato imposto: Se não gostarmos deste novo formato, não há uma opção para voltar ao design anterior de forma nativa

Como obter a atualização para esta nova versão do menu Iniciar?

Se o seu Menu Iniciar ainda é o "antigo" e quer experimentar as novidades, siga estes passos:

  • Ir a Definições > Atualização do Windows
  • Ativar a opção "Obter as atualizações mais recentes assim que estiverem disponíveis"
  • Clicar em Procurar atualizações

Nota: Depois desta atualização pontual, recomendo que voltem a desativar a opção "Obter as atualizações mais recentes assim que estiverem disponíveis". Caso contrário, irão passar a ser 'incomodados' quase diariamente com pedidos de instalação de pequenas novas atualização, muitas delas sem significado expressivo para a maioria dos utilizadores. Sem esta opção ativada, todas essas pequenas atualizações vão sendo agregadas numa única grande atualização que vos aparecerá apenas de meses a meses.

Balanço final

O novo Menu Iniciar é claramente uma tentativa de modernizar o Windows, tornando-o mais parecido com os sistemas operativos dos telemóveis que usamos diariamente.

O novo Start menu do Windows 11 é maior, moderno e adaptável, facilitando o acesso rápido às apps e ficheiros, com maior controle sobre o que é exibido, mas, em contrapartida, exige algum tempo para se habituar.

Para quem valoriza esta nova organização automática por categorias, é um salto em frente. Para quem prefere o minimalismo e o controlo total do tamanho da janela, poderá ser uma adaptação difícil.

Como poupar no pacote Internet+TV numa 2ª habitação

Alguns de nós temos o privilégio de, para além da nossa casa de residência habitual, termos uma 2ª casa ou apartamento de fim-de-semana ou de férias. E, muito provavelmente, nessa 2ª habitação sentimos necessidade de ter contratado um pacote de Internet+TV para usar quando lá vamos.

Se são clientes de um dos 3 operadores 'incumbentes' - MEO, NOS ou Vodafone - a soma da fatura mensal pode facilmente andar na casa dos 70-80€.

Nota: Alguns destes operadores têm, nos seus tarifários, o conceito de 2ª habitação, com desconto face ao preço do pacote normal. Se querem manter tudo como está, pelo menos assegurem-se de que estão a usar essa opção.

Outra nota: Pelo menos no caso da MEO (não tenho informação sobre os outros), se têm o azar de a vossa  casa contratada estar num local onde não haja outro operador concorrente (por exemplo, numa casa lá no meio do campo), então saibam que a MEO tem um tarifário para os locais onde tem concorrência e outro tarifário distinto (naturalmente mais caro) para os locais onde é o único operador, sem concorrência. Ou seja, para a 2ª habitação terão um desconto sim, mas sobre o tarifário mais elevado, se não houver concorrência local). Era o meu caso, e por isso fui à procura de uma abordagem alternativa...

O que vos venho propôr é muito simples (e radical): cancelar o contrato do pacote da 2ª habitação!

E depois, perguntarão vocês? É sobre isso que vamos falar a seguir...

Como ter Internet?

Como sabem, quando não temos uma rede Wi-Fi por perto, os nossos telemóveis acedem à Internet através daquilo que se chama 'Dados Móveis'.

Por tanto, 1º ponto, Internet no telemóvel continuam a ter.

Na maioria dos telemóveis atuais, existe uma funcionalidade de 'PA (Ponto de Acesso) Móvel'. O que é que isto quer dizer? Que se ativarem essa função, o vosso telemóvel, que já estava a aceder `Internet por dados móveis, vai-se comportar com um 'router' Wi-Fi, e disponibilizar uma rede Wi-Fi para quem esteja por perto. Basta configurar no telemóvel que nome querem dar a essa rede e que password lhe querem atribuir (é sempre recomendável definirem uma 'password'). O que têm que fazer de seguida? Se quiserem ligar o vosso PC à Internet, basta procurar a rede do vosso telemóvel, como o nome que lhe atribuíram, introduzir a password que definiram, e já têm o vosso PC também ligado à Internet. Portanto, já temos o telemóvel e o PC (ou outros dispositivos) ligados à Internet.

Limitações? Em princípio, temos duas:

  • Limite de dados móveis do nosso tarifário
  • 'Dedicação' do nosso PC a esse função de 'router'
Vamos ver cada uma dessas limitações e como as ultrapassar.

Muito provavelmente, o vosso tarifário de dados móveis tem um limite de utilização (2GB? 4GB? 10GB?), muito variável consoante o operador e o contrato que têm, que pode ser insuficiente para as vossas novas necessidades. Portanto, muito provavelmente, vamos ter de aumentar esse valor.

Outra limitação tem que ver com o facto de o nosso telemóvel ter entretanto ficado 'hipotecado' a essa função de 'router' acima descrita. Na realidade, não é assim: apesar de estar a executar essa função, o telemóvel pode continuar a ser usado normalmente. Só têm um pequeno problema: não se pode afastar dos equipamentos que estão a usar a rede, senão lá se vai a Internet.

Portanto, o que queríamos era ter um acesso ilimitado a dados móveis e que não estivessem dependentes do telemóvel.

Solução: comprar um 'router mobile'! É um 'router' em tudo idêntico ao de lá de casa, só que, em vez de se ligar à fibra ótica do vosso operador, liga-se à Internet através de dados móveis, como se fosse um telemóvel. Compramos um cartão de telemóvel (SIM), instalamos esse cartão no router, como fazem num telemóvel, e voilà, já temos internet em toda a casa!

Quanto custa um 'router mobile' e onde se pode comprar?

Existem múltiplos modelos, com valores que vão desde os 35-40€, e podem comprar-se em qualquer loja de equipamentos - Worten, FNAC, Radio Popular, Darty, etc - ou, para quem não se atrapalha com isso na Net, por exemplo na Amazon (entregam em casa 1-2 dias depois).

Aqui à esquerda têm 3 exemplos retirados do site da Amazon (o que eu comprei foi o do meio, e o facto de ser o mais barato não foi alheio a essa escolha 😉).

Mas os outros 2 são muito interessantes. Há quem tenha não uma 2ª habitação, mas mais (por exemplo, uma casa de família na província) e, naturalmente, só está numa dessas casas de cada vez. Portanto, é muito prático ter um router que se pode transportar no bolso de uma casa para outra, sempre que se pretenda. Ou até, levá-lo para a esplanada ou para a praia e ter Internet onde quiser.

E quanto ao cartão SIM (com dados móveis ilimitados)?

Com a entrada no mercado da DIGI (um operador de baixo custo), os 3 operadores 'incumbentes' reagiram rapidamente, criando, cada um deles, a sua empresa concorrente - a UZO (da MEO), a WOO (da NOS, e a Amigo (da Vodafone).

Estas novas marcas utilizam a mesma infraestrutura de rede (fibra e móvel) das suas operadoras "mãe", pelo que a qualidade da cobertura é, na prática, a mesma. Só que, deste modo, não mexeram nos seus tarifários (a sua 'galinha dos ovos de ouro'), criando antes novas marcas para competirem num segmento de mercado mais sensível ao preço, oferecendo pacotes mais simples, com menos extras.

Portanto, já estão a ver, comprar um cartão SIM com  a um destes 4 operadores. Com dados móveis ilimitados, 7€/mês, com 100-150GB, provavelmente suficiente, à volta de 6€/mês.

Mais info em UZO, WOO, Amigo e DIGI.

Em resumo: 40-50€ num 'router' e 6-7€/mês para dados móveis. Internet já está!

E a Televisão?

Devem já ter reparado que os operadores principais disponibilizam aplicações para ver televisão num PC, num telemóvel ou num tablet.

Se, na vossa casa principal têm serviço da MEO, NOS ou Vodafone, temos, respetivamente: MEO GO (4,99€/mês), NOS TV (grátis), Vodafone TV (grátis).

Se têm um dos novos operadores de baixo custo UZO, WOO, Amigo ou DIGI, temos, respetivamente, todos grátis: TV UZO, WOO TV, amigo TV (só para telemóvel/tablet) e DIGI TV (só para telemóvel/tablet).

Com isto, até aqui, já podem ver televisão no telemóvel, num tablet ou (para alguns casos) também no PC. 

E então no televisor?

Isso agora vai depender do tipo de televisor que tenham. Se se trata daquilo a que se chama uma Smart TV, com possibilidade de instalar aplicações, basta procurar e instalar a aplicação de TV do vosso novo operador.

E se for uma televisão comum, sem essa possibilidade? 2 possibilidades: ou aproveitam para trocar por uma 'smart TV' (hoje já se vendem a preços extremamente acessíveis, por 200€ compra-se um excelente televisor), ou então compram uma box Android (idêntica à que o vosso operador instalou na vossa casa, mas esta independente de qualquer fornecedor).


A que vêem aqui, e que é a que vos recomendo, a da Xiaomi (de 3ª geração), como podem ver quase do tamanho de uma bolacha Maria... A box tem uma ligação ao cabo de alimentação e uma ligação HDMI, para ligação ao televisor. Não tem nada que enganar... A configuração é muito simples, basta ir confirmando os vários passos que a box vai sugerindo.

No final, aparece-vos no televisor um menu através do qual, como num telemóvel (afinal a caixa é Android, como a maioria dos vossos telemóveis...), pedem para instalar as aplicações pretendidas. Desde logo, a aplicação de TV do vosso operador, e aproveitem para instalar as aplicações de serviços de streaming que possam ter contratados - Netflix, HBO Max, Prime, etc - e, já agora, porque não a RTP Play, o YouTube, o Spotify, ou outros serviços.

Em resumo

E pronto, já temos Internet e TV na 2ª casa. Resumos dos custos:

  • Router mobile: ~45€
  • Box Android Xiaomi: ~65€ (ou trocar de televisor)
  • Cartão SIM dados móveis ilimitados: 7€/mês

E a seguir?

Agora que temos a 2ª casa despachada, que tal pensarmos em rever o contrato da casa principal?

Deixo-vos apenas uma pista: eu estava a pagar cerca de 90€/mês pelas 2 casas com 2 cartões móveis. Agora passarei a pagar no total 32€/mês. Dá que pensar não dá?

Decidi não esperar pelo fim dos 2 contratos de fidelização e pagar a indemnização indicada na fatura. Vou recuperar esse valor em 2 meses...

E se não estiver totalmente satisfeito com o nosso operador? Fácil: mudo para outro, agora já não tenho fidelização... 😀

31 maio 2026

Como ter o Painel de Notícias da Nova Atena no seu telemóvel

Já vimos aqui, assim como nas aulas, como terem o Calendário de Atividades da Nova Atena permanentemente na vossa Agenda, acessível tanto no telemóvel como no PC (ver aqui). O grande objetivo é dar-vos formas alternativas, e mais eficazes de acesso à informação da Nova Atena sem terem de estar permanentemente a reler os emails enviados pela Direção.

Também com esse objetivo, devem ter reparado na existência, desde há umas semanas atrás, de um novo Painel de Notícias no 'hall' de entrada da Nova Atena, onde, para além do horário do dia da semana, se apresentam as notícias mais relevantes sobre as aulas e outras atividades - cinema, exposições, etc.

Pois bem, vamos ver como podem ter permanentemente esse Painel de Notícias a 'rolar' no vosso telemóvel (ou no vosso PC), vendo exatamente o que, nesse preciso instante, está a ser apresentado no monitor do 'hall' da Nova Atena.

Por exemplo, antes de saírem de casa, podem ver rapidamente o horário do dia, e se houve alteração nas aulas desse dia e dos seguintes. Simpático, não é?

Como instalar o Painel de Notícias no telemóvel

O primeiro passo é ler este 'post' do blogue no vosso telemóvel. Se não têm ainda o blogue registado com um atalho no telemóvel (podemos ver isso mais tarde), chamem o Chrome (ou o 'browser' que costumam usar) e escrevam: informatica-do-dia-a-dia.blogspot.com.

Agora que já estão a ler este texto no vosso telemóvel, se clicassem no link que indico no final deste artigo, iriam começar logo a ver o Painel de Notícias no vosso telemóvel.

Mas não façam já isso! Não queremos ter de executar estes passos sempre que quiserem aceder a este painel; vamos ver como podemos automatizar o processo de forma a ter sempre um ícone à mão para chamar as notícias. 

Depois de clicarem no link abaixo e as notícias já estarem a rolar no vosso telemóvel, vamos ter de criar um ícone no vosso ecrã principal. Para isso, vão carregar nos 3 pontos do canto superior direito do Chrome e, no fundo do menu, selecionar a opção Adicionar ao ecrã principal e, de seguida, dar um nome a esse novo ícone:

 

Depois disto, terão um novo ícone, com o nome escolhido, no ecrã do vosso telemóvel.

A partir de agora, sempre que quiserem ver as Notícias da Nova Atena, basta clicarem nesse ícone e voilà!

Agora que já sabem o que vão ter de fazer (relembrem as 2 fotos acima), já podem clicar no link abaixo e depois executar os passos indicados.

16 maio 2026

França diz adeus ao Windows: O que significa a mudança para Linux em termos de Soberania Digital?

No mundo dos computadores pessoais, estamos habituados a que aquilo a que chamamos sistema operativo seja, por regra, o Windows, atualmente na sua versão mais recente: o Windows 11.

Tal como nos telemóveis, em que existem 2 grandes mundos - os iPhone da Apple, que usam o sistema operativo iOS, e os telemóveis de todos os outros fabricantes, que usam Android, também no caso dos PC temos os Mac da Apple, com macOS, e os PC de todos os outros fabricantes, que usam Windows (1). Só que, neste caso, os Mac da Apple representam um nicho bastante reduzido, em segmentos de mercado muito específicos, e os PC com Windows são totalmente dominantes, seja em casa, seja nas empresas ou na administração pública.

Se esta universalidade representa uma enorme vantagem em termos de compatibilidade e aprendizagem (uma vez termos aprendido a usar um computador com Windows, estarmos capacitados para usar qualquer outro, seja o da empresa ou o de um amigo que nos pediu uma ajuda), por outro lado representa uma enormíssima dependência tecnológica de um único país, os EUA, e de uma única empresa, a Microsoft.

Imaginem só o que aconteceria se, por absurdo, os EUA decidissem deixar de exportar essas tecnologias para os outros países (e, por muito inverossímil e absurdo que possa parecer, nos tempos que correm já nada é surpresa...). Pura e simplesmente o mundo pararia!

Esta problemática é aquilo a que, do ponto de vista dos países, se designa por Soberania Digital: a necessidade de os países tentarem combater o mais possível estas dependências tecnológicas.

Em busca da Soberania Digital

Foi esta razão que levou, recentemente, o governo francês a tomar uma decisão estratégica de abandonar o sistema operativo Windows, da Microsoft, em favor do Linux e de soluções de código aberto ('Open Source') (2).

Mas esta decisão da França não é única, é apenas o exemplo mais recente. Outros países ou regiões administrativas tomaram recentemente decisões no mesmo sentido, numa tendência global em direção à soberania digital:

  • Alemanha (Schleswig-Holstein): Este estado alemão está a migrar 30.000 computadores para Linux e LibreOffice, prevendo poupanças anuais de 15 milhões de euros em licenciamento.
  • Dinamarca: Em 2025, o Ministério dos Assuntos Digitais dinamarquês iniciou a sua própria transição para o código aberto, citando a proteção da soberania dos dados.
  • China: Com os sistemas Kylin OS e Deepin, a China está a remover hardware e software estrangeiro de todas as instituições governamentais para garantir controlo total sobre o código-fonte.
  • Brasil: Organismos como o IBGE voltaram a colocar o software livre no centro da sua estratégia para proteger dados sensíveis.

O caso francês

O governo francês, através da Direção Interministerial para os Assuntos Digitais (DINUM), deixou claro que não quer que infraestruturas críticas do Estado estejam dependentes dos interesses comerciais das grandes empresas tecnológicas norte-americanas. Segundo David Amiel, Ministro da Ação Pública, o país não pode aceitar que os seus dados, infraestruturas e decisões estratégicas dependam de soluções cujas regras e preços são controlados externamente.

Os principais motivos desta mudança são:

  • Controlo do Destino Digital: Evitar que as regras, os preços e a evolução das ferramentas de trabalho sejam ditadas por interesses comerciais estrangeiros.
  • Segurança de Dados: Ao utilizar programas cujas "regras do jogo" são controladas internamente, a França protege-se contra vulnerabilidades ou mudanças de política de privacidade impostas por empresas fora da União Europeia.
  • Influência Regional: Como líder na UE, a França quer dar o exemplo, mostrando que é possível ter uma infraestrutura tecnológica moderna e funcional sem estar "presa" a um único fornecedor (o chamado 'vendor lock-in').

Benefícios

Embora a redução de custos com licenças de software seja um ponto fundamental, os benefícios vão muito mais longe:
  • Personalização: O Linux permite criar uma versão adaptada especificamente às necessidades dos funcionários públicos franceses.
  • Ecossistema "La Suite": A França já está a implementar ferramentas próprias como o Tchap (comunicação), Visio (videoconferência) e FranceTransfert, garantindo que o trabalho colaborativo acontece em solo nacional.
  • Transparência: O software de código aberto (Open Source) pode ser auditado por qualquer pessoa, o que aumenta a confiança na segurança do sistema.
Além da óbvia poupança financeira em licenças, os benefícios incluem uma maior segurança (devido à natureza auditável do código aberto), a capacidade de personalização total do sistema e a garantia de que os dados dos cidadãos permanecem sob jurisdição nacional e europeia.

O Desafio da Implementação

Mudar o sistema operativo usado por um país inteiro não se faz da noite para o dia. Os desafios são colossais:
  • Curva de Aprendizagem: Milhares de funcionários habituados ao Windows terão de aprender a trabalhar num novo ambiente. A resistência à mudança vai ser o primeiro grande obstáculo.
  • Compatibilidade de Software: Muitos programas específicos utilizados na administração pública podem ter sido desenhados apenas para Windows, exigindo versões novas ou alternativas equivalentes.
  • Logística e Suporte: Planear a transição de hardware, antivírus, bases de dados e redes exige um esforço de coordenação entre vários organismos, como agências de ciber-segurança e centrais de compras do Estado.

O que isto significa para todos nós?

A decisão da França e dos outros países acima referidos é um lembrete de que o software que usamos no dia a dia tem implicações políticas e económicas. Se a migração for bem-sucedida, poderá inspirar outros países (quem sabe Portugal?) e até empresas privadas a olhar para o Linux não como um bicho-papão, mas como uma alternativa viável, segura e, acima de tudo, livre.

Estas decisões sinalizam uma mudança de paradigma: o software livre deixou de ser uma alternativa apenas para entusiastas, passando a ser uma necessidade de segurança nacional.

Notas:

(1) Na realidade, se quisermos ser totalmente rigorosos, existem outras alternativas, como os chamados Chromebook, com sistema operativo ChromeOS da Google, mas são quase desconhecidas do público em geral.

(2) As soluções de Código Aberto ('open source') são programas cujo código-fonte original é disponibilizado publicamente, permitindo que qualquer pessoa o visualize, modifique, melhore e o distribua livremente de acordo com as suas necessidades. Ao contrário do software proprietário, que é controlado exclusivamente pela empresa que o desenvolveu, o modelo 'open source' baseia-se num princípio de colaboração comunitária e de transparência, onde programadores de todo o mundo trabalham em conjunto para corrigir falhas, adicionar funcionalidades e partilhar conhecimento, resultando frequentemente em ferramentas altamente robustas, seguras, flexíveis e com custos de licenciamento drasticamente reduzidos ou mesmo inexistentes.

15 maio 2026

Otimização do Windows: Microsoft PC Manager vs. Ferramentas de Terceiros

Todos nos habituámos já à ideia de que, à medida que vamos usando um PC ao longo dos anos, ele vai ficando cada vez mais lento, e manter o Windows a correr com a mesma fluidez do primeiro dia é um desafio constante. À medida que instalamos programas, navegamos na internet e acumulamos ficheiros temporários, o sistema tende a perder performance.

Como o nosso conhecimento do funcionamento interno do Windows e das razões técnicas para esse problema é muito limitado, a melhor solução é recorrer a um programa especializado que saiba o que deve fazer para resolver ou, pelo menos, minorar esses problemas.

Há múltiplos programas para essa finalidade, uns grátis, outros pagos, mas a maioria numa situação mista que já é nossa conhecida: as funções mais básicas são grátis, e as funções mais sofisticadas e potentes só estão disponíveis nas versões pagas. E, como o negócio dessas empresas passa por promover e tentar vender essas versões pagas, enquanto usamos as versões grátis, vamos sendo alvo de mensagens de promoção das versões pagas.

Com base nesse binómio riqueza de funcionalidade vs. agressividade comercial, sugeri nas aulas 2 dessas soluções: Glary Utilities (www.glarysoft.com) e Ashampoo WinOptimizer (ashampoo.com/pt-pt/winoptimizer-free). No entanto, o cenário mudou recentemente com a própria Microsoft a entrar no jogo com o Microsoft PC Manager.

Mas será que esta ferramenta oficial da Microsoft é suficiente? Ou será que as 'suites' tradicionais como as acima referidas ainda valem a pena?

Neste artigo, vamos analisar e comparar estas três soluções, destacando os pontos fortes e fracos de cada uma.

Iremos também mostrar, passo a passo, como configurar essas ferramentas para que não fiquem a consumir recursos em segundo plano (background) depois de instaladas.

3 abordagens distintas à otimização do Windows

Antes de olharmos para os detalhes, é importante perceber que estas ferramentas têm filosofias de funcionamento muito diferentes:

  • Microsoft PC Manager: A aposta oficial da Microsoft baseada num princípio de minimalismo e na segurança integrados
  • Glary Utilities: Um "canivete suíço" que representa um compromisso entre ferramentas avançadas e facilidade de utilização
  • Ashampoo WinOptimizer: Uma ferramenta 'premium' focada na automatização profunda e na personalização da privacidade

Análise detalhada: pontos fortes e limitações

Microsoft PC Manager

Desenvolvido pela própria Microsoft, funciona como um painel de controlo centralizado para funcionalidades que, na verdade, já existem no Windows, mas estão espalhadas pelos menus do sistema.

  • Pontos fortes: Sendo nativo ao próprio Windows, apresenta uma grande estabilidade — nunca vai corromper o registo ou apagar ficheiros vitais. É extremamente leve, totalmente gratuito e não tem publicidade.
  • Limitações: É demasiado simples para utilizadores avançados. Não faz desinstalações profundas de programas nem limpezas no registo.
Podem encontrar uma descrição e um comentário detalhados (em inglês) do programa aqui.

Glary Utilities

É uma das ferramentas de manutenção mais antigas e respeitadas do mercado, famosa pela sua eficácia.

  • Pontos fortes: Inclui mais de 20 utilitários integrados (recuperação de ficheiros apagados, localizador de duplicados, desinstalador avançado). A sua limpeza de disco é muito eficaz.
  • Limitações: A interface visual parece já um pouco datada. Algumas funções automáticas requerem a versão Pro (paga).

Ashampoo WinOptimizer

É uma suite robusta com uma interface moderna, repleta de gráficos explicativos e ferramentas de monitorização em tempo real.

  • Pontos fortes: Excelente gestão de privacidade (permite desativar a telemetria do Windows facilmente) e possui módulos de automatização que otimizam o PC enquanto joga ou trabalha.
  • Limitações: É a suite mais pesada das três. A versão gratuita exibe avisos frequentes a sugerir a compra da versão completa.

Conclusão: Qual escolher?

  • Escolha o Microsoft PC Manager se procura simplicidade, segurança total e quer apenas libertar memória RAM e ficheiros temporários sem correr riscos.
  • Escolha o Glary Utilities se precisa de ferramentas extra de diagnóstico (como encontrar ficheiros duplicados ou recuperar dados apagados) sem sobrecarregar o sistema.
  • Escolha o Ashampoo WinOptimizer se quer um controlo cirúrgico sobre a privacidade e telemetria do Windows e não se importa de gerir uma suite mais complexa.

Os processos em segundo plano (background)

Muitas ferramentas de otimização prometem acelerar o computador, mas acabam por contribuir para a carga ao instalarem processos persistentes que ficam a consumir CPU e memória RAM em permanência. Por isso, a melhor abordagem com este tipo de programas é usá-los de uma forma pontual: o programa abre, faz a manutenção e fecha completamente.

Para garantir que nenhuma destas ferramentas fica a correr depois de ser executada, siga estes passos de configuração:

Microsoft PC Manager

  1. Abra o programa e clique no ícone das Definições (roda dentada no canto superior direito).
  2. Nas Definições, desative a opção "Start PC Manager automatically when sign in to Windows" (para impedir que arranque sozinho com o PC).
  3. Desative também a opção "Smart Boost" (isto evita que o programa fique em background a monitorizar constantemente a RAM).

Glary Utilities

  1. Abra o Glary Utilities e clique em Menu (canto superior direito) > Settings (Definições).
  2. Na aba General, desmarque:
    "Launch Glary Utilities on Windows startup"
    "Minimize to system tray when program is closed"

    (Isto garante que, ao clicar no "X", o programa fecha mesmo em vez de ir para junto do relógio).
  3. Na aba Advanced, desative a procura automática de atualizações em segundo plano.

Ashampoo WinOptimizer

  1. Abra o programa e aceda às Opções/Definições.
  2. Na secção de inicialização, desative o arranque automático com o Windows.
  3. O passo mais importante: Procure pela secção de Módulos Automáticos (Auto-Clean, Live-Tuner, Game-Booster) e desative todos. Se estes módulos estiverem ativos, o Ashampoo manterá serviços em segundo plano mesmo que feche a janela principal.

Gestor de tarefas do Windows

Independentemente da ferramenta que escolher, pode também usar o próprio Windows para garantir um maior controlo.

Pressione as teclas Ctrl + Shift + Esc para abrir o Gestor de Tarefas, clique no menu lateral Aplicações de Arranque, localize na lista a ferramenta de otimização instalada, clique com o botão direito e selecione Desativar.

Desta forma, o programa só consumirá recursos nos minutos em que decidir abri-lo para fazer a limpeza.

Onde obter e como instalar o Microsoft PC Manager

Sendo uma ferramenta oficial da Microsoft, o processo de obtenção do PC Manager é extremamente seguro, rápido e gratuito. Ao contrário de outros utilitários do género, não há o risco de descarregar vírus ou publicidade enganosa, desde que se utilizem as fontes oficiais. O método recomendado, mais simples e mais rápido, é através da Microsoft Store.

Nota: Esta aplicação ainda não está oficialmente disponível para Portugal. Não por um problema técnico, mas sim por uma decisão de negócio e de restrições regulatórias. A Microsoft está a implementar esta nova solução de forma gradual, testando-a em regiões selecionadas e garantindo que ela cumpre as leis locais, especialmente em mercados mais rigorosos como a UE.

Se quiserem instalar este programa, terão de usar um pequeno truque: configurar temporariamente o vosso PC dizendo que está, por exemplo, no Brasil, instalar o programa, e depois voltar a configurar o país como Portugal.

Para isso, terão de ir às Definições do Windows, selecionar no menu da barra lateral Hora e Idioma, depois Idioma e Região e, em Região, selecionar o País ou Região como Brasil.

Depois disso, fazer a instalação do PC Manager, seguindo os seguintes passos:

  1. Clique no menu Iniciar do Windows e procure por Microsoft Store (ou clique no ícone da loja na sua barra de tarefas).
  2. Na barra de pesquisa localizada no topo da loja, digite "Microsoft PC Manager" e carregue em Enter.
  3. Certifique-se de que a empresa responsável pelo programa é a Microsoft Corporation.
  4. Clique no botão "Obter" (ou "Instalar").
  5. O Windows fará o download e a instalação de forma 100% automática. Assim que terminar, basta clicar em "Abrir".
No final da instalação, não esquecer de voltar a definir o País ou Região como Portugal, seguindo os mesmos passos descritos acima.

Um outro método alternativo, que não vamos descrever aqui, passaria pela instalação manual através do site oficial da Microsoft.

Em resumo

Não tendo a maioria dos utilizadores conhecimentos suficientes para poder intervir nos aspetos críticos do funcionamento do Windows, é absolutamente recomendada a utilização de um destes programas de optimização automática, que deve ser executado com alguma regularidade, por exemplo mensalmente (ou sempre que se lembrarem...).

12 abril 2026

MB Way: Um mundo de funcionalidades na sua carteira

NOTA: Já depois de escrever este artigo, e de ter configurado o meu MB Way para as novas funcionalidades que anunciei relativamente à comunicação automática do NIF e da receção da fatura por email, tenho vindo a verificar que os comerciantes ainda não estão preparados para oferecer estas funcionalidades, nem sequer, a maioria, ainda as conhece. Portanto, podem ir já configurando a vossa MB Way, e vão perguntando se eles já as têm estas funcionalidades disponíveis (mas esperem sentados...).


Se há tecnologia que mudou verdadeiramente a forma como os portugueses gerem o seu dinheiro no dia-a-dia, essa tecnologia é o MB Way. O que começou por ser fundamentalmente uma forma simples de enviar dinheiro entre amigos, tornou-se hoje numa ferramenta indispensável que nos permite sair de casa sem carteira, apenas com o telemóvel no bolso.


Contudo, verifico que ainda muitas pessoas não tiram partido destas funcionalidades, seja por desconhecimento ou por receio de não serem capazes de usar, seja por receios relacionados com segurança e potenciais fraudes.

Neste artigo, irei tentar explicar como é que esta aplicação funciona, porque é que acho que faz sentido começar a usá-la e, acima de tudo, como fazê-lo com total segurança.

O que é o MB Way?

O MB Way é a solução digital da rede Multibanco em Portugal. É uma aplicação gratuita que estabelece uma relação dos seus cartões bancários com o seu número de telemóvel. Ao contrário de uma transferência bancária tradicional, que pode demorar dias e exigir o NIB/IBAN, o MB WAY permite transações instantâneas usando apenas o número de telefone.

Benefícios: Porquê utilizar?

A principal razão para usar o MB Way é a sua conveniência. Quando vai almoçar com amigos, no final da refeição como fazem as contas? Pedem ao empregado para dividir em tantos pagamentos separados quantas as pessoas que estavam à mesa? Ou um paga tudo, e depois ficam um quarto de hora a procurar trocos na carteira para lhe pagarem a vossa parte? Ou já lhe aconteceu, por exemplo, esquecer-se da carteira em casa? Ou não ter dinheiro para fazer as suas compras e não ter trazido consigo os cartões bancários, e não poder levantar dinheiro no Multibanco? Ou não poder pagar o almoço? Com o MB Way, tudo isso deixou de ser um problema.

Características principais do MB Way:

  • Rapidez: Pagamentos e transferências que demoram segundos

  • Universalidade: Aceite na grande maioria do comércio em Portugal, desde hipermercados a pequenos cafés
  • Higiene e Praticidade: Não precisa de tocar em dinheiro físico ou digitar códigos no terminal de pagamento (basta ler um código QR)

Mitos e receios

É natural que muitas pessoas, em particular as gerações mais seniores, que viveram a maior parte das suas vidas sem estas 'modernices', olhem para estas tecnologias com alguma desconfiança. No entanto, o MB Way é, em muitos aspetos, mais seguro do que andar com dinheiro vivo.

"E se me roubarem o telemóvel?"

Ao contrário de uma nota de 20 euros que cai do bolso e desaparece, o MB Way está protegido. Para abrir a aplicação ou autorizar qualquer pagamento, é necessário um código PIN de 6 dígitos definido por si, ou então a sua impressão digital ou reconhecimento facial, que ainda é mais seguro e mais cómodo. Sem isso, ninguém mexe no seu dinheiro.

"Tenho medo de ser enganado"

As burlas que podem ocorrer resultam da nossa ingenuidade e não da tecnologia. A maioria das burlas acontece quando alguém telefona a pedir para "ir ao Multibanco ativar um código para receber um pagamento". Note que o MB Way não funciona assim: para receber dinheiro por MB Way, basta dar o seu número de telemóvel. Nunca aceite instruções de estranhos para ir a um caixa Multibanco.

Seguramente, nunca aceitaria instruções de uma pessoa que lhe dissesse para ir ao banco e fazer uma transferência para um determinado NIB. Com o MB Way é exatamente a mesma coisa: ou transfere dinheiro para o número de telefone de uma pessoa amiga, ou diz qual o seu número de telefone para receber dinheiro na sua conta. Se tiver isto presente, não arrisca nenhuma burla.

"É muito difícil de usar"

Se sabe enviar uma mensagem escrita ou fazer uma chamada, então de certeza que é capaz de usar o MB Way. A aplicação está em português e é muito intuitiva.

Principais Funcionalidades

    • Pagar com QR Code: Nas lojas, basta abrir a câmara da app, ler o código no terminal de pagamento e confirmar
    • Enviar Dinheiro: Escolha um contacto da sua agenda, digite o valor e o dinheiro cai na conta da outra pessoa instantaneamente
    • Levantar Dinheiro: Esqueceu-se do cartão? Pode gerar um código na app, introduzi-lo num caixa Multibanco e levantar notas
    • Cartões MB Net: Ideal para compras online. Cria um "cartão virtual" com um limite de saldo, protegendo os dados reais do seu cartão de crédito/débito

    Funcionalidades adicionais (que provavelmente ainda não conhece)

    Para além do básico, o MB Way, ao longo do tempo, evoluiu para nos poupar tempo e até ganhar algum dinheiro. Aqui ficam três dicas de "pro":

    Inserir o NIF automaticamente em cada compra

    Pode poupar-te o incómodo de ditar o número de contribuinte em voz alta na caixa do supermercado. O MB WAY tem uma opção que insere o teu NIF automaticamente em cada pagamento.

    • Como ativar: Vá a Mais → Definições → Preferências e ative a opção 'Número de contribuinte (NIF) automático na fatura do comerciante'. Em dois segundos, resolves um dos pequenos incómodos do dia-a-dia nas compras em Portugal.

    Guardar digitalmente os talões das compras (MB Way ECO)

    Está cansado(a) de guardar talões em papel que acabam por ir para o lixo ou perder a cor com o tempo até ficarem ilegíveis? O MB Way ECO permite guardar os comprovativos das suas compras diretamente na app, de forma automática, sempre que paga com QR Code.

    • Como ativar: Vai a Mais → Definições → Preferências → MB Way ECO e ligue a opção 'Não imprimir talões'. A partir daí, cada compra fica registada com data, valor e estabelecimento. É útil para controlar despesas, pedir devoluções ou simplesmente ter um registo organizado, sem nenhum papel pelo meio.

    Receber automaticamente as faturas por e-mail

    Se quiserem, também podem configurar a app para receberem sempre por e-mail as faturas das vossas compras. Não só é muito prático, como ajuda na preservação do ambiente.

    • Como ativar: Vai a Mais → Definições → Preferências → MB Way ECO e ligue a opção 'Receber faturas do comerciante no meu e-mail'. A partir daí, cada compra fica registada com data, valor e estabelecimento. É útil para controlar despesas, pedir devoluções ou simplesmente ter um registo organizado, sem nenhum papel pelo meio.

    Ganhar dinheiro a usar a app (MB Way UP!)

    Esta é a funcionalidade menos conhecida e mais surpreendente: o MB Way tem um programa de recompensas chamado UP! que dá 'cashback' real (devoluções de valor) em compras feitas nos parceiros da app.

    Por cada operação  que faz (pagamentos, transferências, levantamentos), acumula cupões de desconto ('vouchers') que pode raspar, à semelhança de uma "raspadinha". Os prémios vão desde descontos em marcas parceiras até dinheiro diretamente na conta.

    • Dica: Quando o saldo acumulado atingir os 10 euros, pode transferi-lo para a sua conta bancária. O separador UP! está no rodapé da app.
    Achou esta informação útil? Promete que vai começar a usar o MB Way? Não se esqueça de partilhar este artigo com os amigos e familiares que ainda têm receio de usar e ajude-os a simplificarem a sua vida financeira!