Um ficheiro PDF é um tipo de documento digital muito utilizado para ler, guardar e partilhar informação. A sigla PDF significa “Portable Document Format”, o que quer dizer que o documento mantém sempre o mesmo aspeto, independentemente do computador, telemóvel ou tablet onde é aberto.
Um PDF pode ser uma carta, um formulário, uma fatura, um manual, um trabalho escolar ou até um livro digital. É por isso um formato muito comum em serviços públicos, bancos, escolas e empresas.
Apesar de ser muito prático para leitura e envio, o PDF tem uma limitação importante, não foi pensado para ser facilmente alterado. Muitas vezes surge a necessidade de fazer pequenas alterações, por exemplo juntar vários documentos num só ficheiro, separar apenas algumas páginas de um documento grande, reduzir o tamanho do ficheiro para o enviar por email, ou transformar um PDF num documento Word para poder corrigir o texto. Também pode ser útil fazer o inverso, converter um ficheiro Word ou Excel para PDF, para garantir que ninguém altera o conteúdo.
Outras situações frequentes incluem rodar páginas que foram digitalizadas ao contrário, colocar números de página, adicionar uma assinatura simples ou proteger o documento com uma palavra-passe. Para quem não tem conhecimentos técnicos ou não quer instalar programas no computador, estas tarefas podem parecer complicadas à primeira vista.
É aqui que entram as plataformas online de gestão de PDFs. Estas plataformas funcionam diretamente na internet, através do navegador ('browser'), como o Chrome, Edge ou Firefox. Não é necessário instalar nada. Basta aceder ao site, escolher a função pretendida, carregar o ficheiro e seguir alguns passos simples. Em poucos segundos, o documento fica pronto a descarregar novamente para o computador.
Existem várias plataformas deste tipo. Entre as mais conhecidas estão o iLovePDF, o PDF2Go e o Smallpdf. Todas oferecem versões gratuitas com as funcionalidades mais comuns, suficientes para a maioria das necessidades do dia a dia. A forma de utilização é semelhante em todas elas, o que facilita a aprendizagem. Normalmente apresentam botões grandes, textos simples e instruções claras, pensadas para utilizadores sem experiência técnica.
Abaixo podem ver exemplos das páginas desses vários serviços.
Estas ferramentas online representam uma grande ajuda, permitindo resolver problemas comuns de forma simples, sem custos e sem complicações técnicas, tornando o uso do PDF muito mais acessível no dia a dia.
A Google está a preparar uma novidade muito aguardada por quem usa o Gmail em telemóveis Android. Em breve, será possível criar, editar e apagar Marcadores diretamente no smartphone, uma funcionalidade que já existe há muitos anos na versão web do Gmail e também nos dispositivos iPhone e iPad.
Até agora, os utilizadores de Android apenas podiam aplicar marcadores já existentes, mas não os podiam criar nem gerir no próprio telemóvel. Esta limitação era frequentemente considerada confusa e pouco prática, sobretudo para quem organiza o correio eletrónico por temas, pessoas ou tipos de mensagens.
Segundo informações divulgadas pelo site especializado Android Authority, esta funcionalidade já está a ser testada numa versão experimental da aplicação Gmail para Android. Nos testes realizados, surgem novos controlos que permitem gerir marcadores de forma autónoma, sem necessidade de recorrer a um computador.
Como funcionam os Marcadores no Gmail
Os Marcadores, chamados “Labels” em inglês, funcionam como etiquetas que ajudam a organizar os emails. Um mesmo email pode ter vários marcadores ao mesmo tempo, ao contrário das pastas tradicionais, onde uma mensagem só pode estar num único local. Por exemplo, um email pode ter simultaneamente os marcadores “Família”, “Saúde” e “Importante”.
Esta forma de organização é especialmente útil para utilizadores que recebem muitas mensagens e querem encontrar rapidamente determinados emails, sem os perder na caixa de entrada.
Como será a criação e gestão dos Marcadores no Android
De acordo com os testes, a opção “Criar Marcador” passará a aparecer na barra lateral do Gmail, que é aberta ao tocar nas três linhas no canto superior esquerdo do ecrã. O processo é simples, bastará escolher o nome do marcador e confirmar.
A edição ou eliminação de marcadores exige mais alguns passos. É necessário abrir o menu, entrar em Definições, selecionar a conta de email e depois escolher a opção “Gerir Marcadores”. Aí será possível alterar nomes ou apagar marcadores criados pelo utilizador. Importa referir que apagar um marcador não elimina os emails associados, apenas remove a etiqueta.
Quando estará disponível para todos
Como esta funcionalidade ainda se encontra em fase de testes, a Google não anunciou uma data oficial para o seu lançamento. No entanto, a experiência mostra que, quando estas novidades aparecem em versões experimentais, acabam por chegar à versão final da aplicação na maioria dos casos.
Esta será uma melhoria muito positiva, sobretudo para utilizadores menos experientes, que passam a poder organizar o seu correio eletrónico diretamente no telemóvel, de forma mais simples e autónoma, sem depender do computador.
Cada vez mais pessoas utilizam chatbots de Inteligência Artificial, como o ChatGPT, Gemini, Copilot ou Meta AI, para fazer perguntas, escrever textos ou pedir ajuda. Estas ferramentas funcionam através de conversas, semelhantes a um diálogo.
O que muitos utilizadores não sabem é que essas conversas podem ficar guardadas e, em alguns casos, ser usadas pelas empresas para melhorar os seus sistemas de Inteligência Artificial. Isto levanta uma questão importante de privacidade, pois podem estar a ser armazenadas informações pessoais, opiniões ou dados sensíveis.
A boa notícia é que, na maioria dos casos, é possível ajustar algumas definições para reduzir ou limitar essa utilização dos nossos dados.
Como proceder
De forma geral, independentemente do 'chatbot' utilizado, recomenda-se seguir estes princípios simples:
Sempre que possível, limpar o histórico de conversas
Desligar as opções que permitem usar as conversas para treinar os modelos de Inteligência Artificial
Desativar funções de memória ou personalização, quando existirem
Evitar escrever dados pessoais sensíveis, como números de documentos, moradas completas ou informações bancárias
Em resumo:
No ChatGPT, é importante limpar o histórico, desligar a opção de treino do modelo e desativar as memórias
No Gemini, recomenda-se desligar o registo de atividade e apagar a atividade guardada
No Copilot, convém eliminar o histórico e desligar a personalização e o treino com texto e voz
Na Meta AI, as opções são mais limitadas, sendo possível apenas apagar conversas e algumas interações públicas
Conclusões
Os 'chatbots' de Inteligência Artificial são ferramentas úteis e podem trazer grandes benefícios, especialmente na aprendizagem e no apoio ao dia a dia. No entanto, devem ser usados de forma informada e consciente.
Os utilizadores não devem evitar estas ferramentas por receio, mas sim aprender a usar as opções básicas de privacidade disponíveis. Com alguns ajustes simples, é possível tirar partido da Inteligência Artificial mantendo um maior controlo sobre os dados pessoais.
Nos últimos anos, e de forma muito acentuada em 2025 e já agora 2026, as chamadas de SPAM tornaram-se um incómodo diário para muitas pessoas, em especial para os seniores. São chamadas feitas por números desconhecidos, muitas vezes estrangeiros ou aparentemente nacionais, que tentam vender produtos, oferecer falsos serviços ou enganar o utilizador para obter dinheiro ou dados pessoais.
Estas chamadas não são apenas chatas. Em muitos casos, são tentativas de burla que podem causar perdas financeiras significativas e grande stress emocional.
Como funcionam estas chamadas de spam
As chamadas de spam utilizam processos automáticos e tecnologia avançada. Os mais comuns são os seguintes:
Discadores automáticos Computadores fazem milhares de chamadas por minuto para números gerados automaticamente ou comprados a bases de dados.
Confirmação de números ativos Quando alguém atende uma chamada desconhecida, mesmo que apenas diga “estou?” ou “olá”, o sistema regista que aquele número está ativo e pertence a uma pessoa real.
Venda e partilha do número Um número confirmado como ativo pode ser vendido a outras empresas ou grupos fraudulentos, o que aumenta drasticamente o número de chamadas recebidas.
Uso de inteligência artificial Atualmente, algumas chamadas usam vozes artificiais muito realistas, capazes de simular pessoas reais, funcionários de empresas, bancos ou até familiares.
Falsificação de números O número apresentado no ecrã pode não ser o verdadeiro. Pode parecer um número português ou local, quando na realidade a chamada vem do estrangeiro.
O que não devemos fazer
Para reduzir as chamadas de SPAM, é importante evitar certos comportamentos:
Não atender chamadas de números que não conhece.
Não dizer “sim”, nem responder a perguntas automáticas.
Não carregar em teclas quando uma gravação pede para confirmar dados.
Não desligar imediatamente depois de atender, pois isso também confirma que o número está ativo.
Nunca fornecer dados pessoais, códigos, números de cartões ou informações bancárias por telefone.
Na minha opinião, este é o ponto mais difícil para muitas pessoas, porque durante décadas fomos educados a atender o telefone sempre que tocava. Hoje, essa regra deixou de ser segura.
O que devemos fazer para nos protegermos
A estratégia mais eficaz é muito simples: Deixar o telefone tocar e não atender chamadas de números desconhecidos. Se a chamada for realmente importante, a pessoa deixará uma mensagem no correio de voz, enviará um SMS ou contactará por WhatsApp.
Além disso, os telemóveis atuais incluem algumas ferramentas úteis:
No Android Dependendo do modelo, existem funções como “Filtrar chamadas de SPAM” ou “Triagem de chamadas”, que bloqueiam ou analisam chamadas suspeitas.
No iPhone Existe a opção “Silenciar Desconhecidos”, que envia automaticamente para o correio de voz todas as chamadas que não estão nos contactos.
Conselhos para reduzir chamadas de spam
Guarde nos contactos apenas números de pessoas e serviços realmente importantes
Ative, no telemóvel, a opção de silenciar ou filtrar chamadas desconhecidas
Deixe sempre chamadas desconhecidas ir para o correio de voz
Verifique as mensagens de voz. Mensagens muito curtas, automáticas ou sem sentido são quase sempre SPAM.
Inscreva o seu número na Lista de Oposição ao telemarketing. Este serviço obriga as empresas legais a remover o seu número das listas publicitárias no prazo máximo de 60 dias.
Considere a possibilidade de instalar aplicações de identificação e bloqueio de chamadas, como o Sync.me ou o Truecaller, que identificam chamadas suspeitas em tempo real. Nota: o Sync.me pode também ser usado num PC através de um 'browser' para consultas pontuais sobre números de telefone.
Conclusão
As chamadas de SPAM não vão desaparecer num futuro próximo. A tecnologia que as permite é barata, rápida e difícil de controlar apenas com leis. Por isso, a proteção mais eficaz continua a depender do comportamento do utilizador.
Não atender chamadas desconhecidas, usar as ferramentas do telemóvel e desconfiar de qualquer contacto inesperado são medidas simples, mas muito eficazes.
Na minha opinião, aceitar que o telefone já não funciona como antigamente é essencial. Hoje, atender indiscriminadamente deixou de ser um sinal de boa educação e passou a ser um risco. Proteger-se é, acima de tudo, uma atitude sensata.
Quando usamos um navegador na Internet ('browser'), seja ele o Chrome, o Edge ou outro, vamos abrindo vários separadores para ir acedendo a vários sites ou serviços, sem fechar os separadores anteriores, permitindo-nos alternar facilmente entre os diferentes sites ou serviços em cada um desses separadores.
No entanto, existem situações em que necessitamos de alternar repetidamente entre dois desses separadores. Nesses casos em que nos daria jeito estar a ver simultaneamente essas duas páginas, cada uma delas no seu separador, existe a possibilidade de usar a funcionalidade de vista dividida.
O que é a vista dividida
A vista dividida é uma funcionalidade dos navegadores modernos que permite ver duas páginas ao mesmo tempo, lado a lado, dentro do mesmo separador. Em vez de alternar constantemente entre separadores diferentes, o utilizador pode acompanhar dois conteúdos em simultâneo.
Esta funcionalidade é especialmente útil para comparar informações, acompanhar um vídeo enquanto se consultam apontamentos ou preencher um formulário tendo outra página de referência visível.
Para que serve a vista dividida
A vista dividida pode ser usada em várias situações do dia a dia, por exemplo:
Comparar dois produtos em lojas online diferentes
Ler um texto e consultar um dicionário ou uma página de apoio ao mesmo tempo
Ver um vídeo de explicação enquanto se tomam notas noutra página
Preencher um formulário online consultando dados noutra página
Para utilizadores seniores, esta funcionalidade reduz a necessidade de memorizar informação e evita a troca constante entre janelas ou separadores, o que torna a navegação mais simples e confortável.
Como abrir a vista dividida
Para abrir a vista dividida no navegador, faça o seguinte::
Usar o botão direito do rato
Identifique o link que pretende abrir
Clique com o botão direito do rato sobre esse link
No menu que aparece, selecione a opção Abrir link na vista dividida
A nova página será aberta ao lado da página atual
Como sair da vista dividida
Para sair da vista dividida, basta fechar uma das páginas visíveis ou arrastar a linha de separação até uma das extremidades, voltando assim à visualização normal de uma única página.
Conclusões
A vista dividida é uma funcionalidade simples, mas muito prática, que melhora significativamente a experiência de navegação. Para utilizadores seniores, permite trabalhar com mais tranquilidade, menos confusão e maior conforto visual.
Na minha opinião, depois de algum treino inicial, a vista dividida torna-se uma ferramenta muito útil no uso diário do computador, sobretudo para aprendizagem, comparação de informação e tarefas online mais demoradas.
A Wikipédia completou 25 anos de existência. Apesar do aparecimento da inteligência artificial e de muitas mudanças na Internet, continua a ser uma das fontes de informação mais usadas em todo o mundo.
Muitas pessoas consultam a Wikipédia todos os dias, mas nem sempre sabem como funciona, quem a mantém e quais são os desafios que enfrenta atualmente.
Para que serve a Wikipédia e quais são os seus objetivos
A Wikipédia é uma enciclopédia online, gratuita e aberta a todos. Entre as suas utilizações estão:
Procurar informações sobre quase todos os temas
Ajudar estudantes, professores e cidadãos em geral
Explicar conceitos de forma simples e organizada
Guardar conhecimento para consulta pública
O seu principal objetivo é partilhar conhecimento de forma livre, gratuita e neutra, sem publicidade e sem interesses comerciais.
Quem está por detrás da Wikipédia
A Wikipédia não pertence a uma empresa nem a um governo. É gerida por uma organização chamada Fundação Wikimedia, que é uma fundação privada sem fins lucrativos. O funcionamento é financiado por donativos voluntários de pessoas de todo o mundo.
Os conteúdos são escritos e revistos por milhares de voluntários, chamados wikipedistas.
A origem da Wikipédia e a sua história resumida
A Wikipédia nasceu a 15 de janeiro de 2001. Antes dela existiu um projeto chamado Nupedia, criado por Jimmy Wales e Larry Sanger. A Nupedia tinha regras muito rígidas e demorava meses a aprovar um artigo. O resultado foi um fracasso.
Como alternativa, criaram a Wikipédia, onde qualquer pessoa podia colaborar. E esse modelo, simples e aberto, teve um grande sucesso.
Hoje, a Wikipédia tem:
Mais de 60 milhões de artigos
Centenas de línguas, incluindo português
Milhares de voluntários ativos
Em 2005, a revista científica Nature concluiu que muitos artigos da Wikipédia tinham uma qualidade semelhante à da Enciclopédia Britânica.
Como se usa a Wikipédia
Usar a Wikipédia é muito simples:
Abra o navegador de Internet - Chrome, Edge, ou outro
Pode ler os artigos livremente. Não é preciso registo para consultar informação.
É aconselhável ler com atenção e, sempre que possível, confirmar informações importantes noutras fontes.
É possível editar ou escrever na Wikipédia?
Sim, mas com regras:
Para editar é necessário criar uma conta gratuita
Não se pode escrever sobre si próprio nem fazer publicidade
Tudo deve ser escrito com linguagem neutra e com fontes fiáveis
O objetivo não é dar opiniões pessoais, mas informar.
Os desafios atuais da Wikipédia
Atualmente, a Wikipédia enfrenta vários problemas:
Menos voluntários novos
Tentativas de manipulação de artigos
Pressões políticas
Uso excessivo dos seus conteúdos por sistemas de inteligência artificial
A inteligência artificial usa muitos dados da Wikipédia, mas muitas vezes mostra respostas diretas sem levar as pessoas ao site. Isso reduz visitas e donativos. Apesar disso, a Wikipédia continua a resistir.
O futuro da Wikipédia
O futuro da Wikipédia depende de múltiplos fatores:
Continuar a atrair novos colaboradores
Defender a neutralidade da informação
Proteger-se contra desinformação
Adaptar-se às novas tecnologias
Hoje, a Wikipédia continua a ser essencial. Num mundo cada vez mais dominado por algoritmos e respostas automáticas, é importante manter um espaço livre, transparente e construído por pessoas.
A Wikipédia não é perfeita, mas é um património coletivo que merece ser preservado e apoiado.
Comentário final sobre a Grokipedia
Recentemente tem-se falado de um novo projeto chamado Grokipedia (grokipedia.com), baseado em inteligência artificial, desenvolvido pela xAI, liderada pelo Elon Musk, o qual posicionou a Grokipedia como uma alternativa à Wikipédia que teria como objetivo "expurgar a propaganda" desta última.
A Grokipedia pretende apresentar informação organizada de forma semelhante a uma enciclopédia, mas gerada ou resumida automaticamente por inteligência artificial. Ao contrário da Wikipédia, não é construída de forma colaborativa por voluntários humanos nem segue, pelo menos para já, um modelo claro de verificação pública e transparente das fontes, sendo os seus conteúdos gerados e verificados apenas por IA.
Este tipo de projeto levanta algumas questões importantes:
Quem verifica se a informação está correta
Que critérios são usados para decidir o que é verdadeiro
Que interesses podem estar por trás dos conteúdos apresentados
Projetos como a Grokipedia podem ser úteis como apoio rápido à pesquisa, mas não substituem a Wikipédia. A grande força da Wikipédia está no trabalho humano, na revisão constante, na discussão aberta e na obrigação de apresentar fontes.
Num tempo em que a inteligência artificial cresce rapidamente, a existência de uma enciclopédia livre, feita por pessoas e para pessoas, continua a ser fundamental. A Wikipédia representa memória coletiva e responsabilidade partilhada, algo que nenhuma ferramenta automática consegue garantir por completo.
Por isso, mais do que nunca, faz sentido valorizar, usar e apoiar a Wikipédia, mantendo um olhar crítico sobre novas alternativas baseadas apenas em inteligência artificial.
A OpenAI, a empresa responsável pelo ChatGPT, lançou um novo serviço chamado ChatGPT Translate. Trata-se de um site na Internet criado apenas para traduzir textos entre várias línguas.
Este novo tradutor surge como alternativa ao conhecido Google Translate, que muitas pessoas já usam há vários anos.
Para que serve o ChatGPT Translate
O ChatGPT Translate serve para traduzir textos de uma língua para outra. Atualmente, suporta mais de 50 idiomas, incluindo português, inglês, francês, espanhol e muitos outros.
Pode ser usado, por exemplo, para:
Traduzir um e-mail recebido noutra língua
Traduzir um texto para enviar a familiares no estrangeiro
Perceber o conteúdo de uma mensagem, notícia ou aviso
Como é o site e como funciona
O funcionamento é simples e parecido com o Google Translate. No ecrã aparecem:
Uma caixa para escrever ou colar o texto original
Outra caixa onde aparece o texto traduzido
Opções para escolher a língua de origem e a língua de destino
Não é preciso instalar nada no computador.
O que tem de diferente em relação ao Google Translate
O ChatGPT Translate tem uma funcionalidade interessante que não existe no Google Translate: permite escolher o estilo da tradução. Por exemplo:
Tradução mais simples
Tradução mais formal
Tradução explicada como se fosse para uma criança
Isto pode ser útil para adaptar o texto à pessoa que o vai ler.
No entanto, o Google Translate ainda tem mais funcionalidades. Por exemplo, o Google permite traduzir documentos, imagens e até páginas completas da Internet.
Tradução por voz e imagens
O site do ChatGPT Translate refere que, no futuro, poderá traduzir:
Voz
Imagens, como fotografias de placas ou avisos
No entanto, neste momento, essas opções ainda não estão disponíveis no computador. Em telemóveis, através do navegador de Internet, já é possível usar o microfone para ditar o texto.
Aplicação para telemóvel
De momento, não existe uma aplicação própria do ChatGPT Translate para Android ou iPhone.
O Google Translate continua a ter vantagem neste ponto, pois já tem aplicação instalada facilmente a partir da loja do telemóvel.
Como se pode usar o ChatGPT Translate
O serviço está disponível no endereço: chatgpt.com/translate. Depois de feita a tradução, o sistema pode encaminhar o utilizador para o ChatGPT normal, onde existem mais opções.
Vale a pena usar
O ChatGPT Translate pode ser uma boa alternativa para quem quer traduções mais adaptadas ao contexto e à forma de falar.
Para usos simples e rápidos, o Google Translate continua a ser mais completo, sobretudo para quem traduz documentos ou imagens.
O mais importante é saber que existe agora mais uma opção, gratuita e fácil de usar, para quem precisa de traduzir textos na Internet.
Nota: A OpenAI não fez um anúncio oficial nem explicou qual o sistema de inteligência artificial que está a ser usado.
A Segurança Social Direta alterou as regras de acesso ao seu site para aumentar a segurança dos cidadãos. Esta mudança é importante e afeta muitas pessoas, sobretudo quem entra usando o Número de Identificação da Segurança Social, conhecido como NISS, e uma palavra passe.
Esta decisão foi tomada porque existem cada vez mais burlas e tentativas de acesso indevido a contas pessoais. O objetivo é proteger melhor os dados e o dinheiro dos cidadãos.
O que mudou na prática
Quem entra na Segurança Social Direta usando NISS e palavra passe passa a ter de usar uma proteção adicional, chamada Autenticação de Dois Fatores.
Quem já entra com a Chave Móvel Digital ou com o Cartão de Cidadão não precisa de fazer nada, porque esses métodos já são considerados seguros.
O que é a Autenticação de Dois Fatores
Além da palavra passe habitual, o sistema passa a pedir um código de segurança temporário. Esse código é enviado para o telemóvel, por SMS, ou para o endereço de e-mail que esteja registado na conta da Segurança Social. Só depois de introduzir esse código é que o acesso é permitido.
Mesmo que alguém descubra a sua palavra passe, não consegue entrar sem esse código.
O que deve fazer o mais depressa possível
É muito importante confirmar se os seus dados estão corretos, especialmente:
Número de telemóvel
Endereço de e-mail
São estes contactos que vão receber o código de segurança. Se os dados estiverem desatualizados, pode ficar impedido de entrar na sua conta.
Como verificar e atualizar os seus dados passo a passo
Abra o navegador de Internet, por exemplo Chrome, Edge ou Firefox
Depois de entrar, procure a opção “Perfil” ou “Dados pessoais”
Verifique se o número de telemóvel e o e-mail estão corretos
Se necessário, atualize os dados e grave as alterações
Este processo demora apenas alguns minutos.
Recomendação final
Sempre que possível, a melhor opção é ativar a Chave Móvel Digital. É mais segura, evita problemas futuros e facilita o acesso a vários serviços públicos.
Esta mudança do site da Segurança Social é muito positiva. Pode causar alguma estranheza no início, mas aumenta muito a proteção contra burlas e acessos indevidos, o que é especialmente importante para pessoas mais vulneráveis.
Se tiver dificuldades, peça ajuda a um familiar, amigo ou a um balcão da Segurança Social. É preferível resolver agora do que ficar bloqueado mais tarde.
O Banco de Portugal voltou a emitir um aviso importante dirigido a todos os utilizadores de meios de pagamento digitais, em especial IBAN, referência Multibanco e MB Way. O alerta surge devido ao aumento significativo de tentativas de fraude realizadas através de mensagens SMS, e-mails e chamadas telefónicas.
Estas burlas exploram a confiança dos utilizadores e a facilidade dos pagamentos eletrónicos, podendo provocar perdas financeiras relevantes se não forem identificadas atempadamente.
Como começam normalmente estas burlas
Segundo o Banco de Portugal, este tipo de fraude inicia-se quase sempre com um contacto aparentemente legítimo. O burlão apresenta-se como representante de uma entidade de confiança, como:
Empresas de eletricidade, água ou telecomunicações
Transportadoras de encomendas
Entidades do Estado, como a Autoridade Tributária
Bancos ou forças de segurança
Familiares, amigos ou conhecidos
A mensagem ou chamada cria a perceção de que existe um problema urgente que exige uma ação imediata, por exemplo um pagamento em atraso, uma multa, uma encomenda retida ou uma situação inesperada com um familiar.
O esquema mais comum utilizado pelos burlões
Apesar das variações, estas fraudes seguem normalmente um padrão bem definido:
Identificação enganosa O burlão afirma representar uma entidade fiável ou alguém conhecido da vítima.
Criação de urgência É apresentada uma situação credível que parece não poder esperar, como a suspensão de um serviço ou a perda de uma encomenda.
Pressão emocional A vítima é levada a sentir medo, ansiedade ou pressa, ficando menos propensa a confirmar a informação.
Pedido de pagamento ou de dados É solicitado um pagamento através de IBAN, referência Multibanco, MB Way ou através de links que imitam páginas oficiais, com o objetivo de roubar dinheiro ou dados pessoais.
Quando a fraude envolve alguém conhecido, os burlões alegam frequentemente que o telemóvel dessa pessoa avariou ou que está a usar um novo número, tornando mais difícil confirmar a identidade.
Recomendações do Banco de Portugal
O Banco de Portugal é muito claro neste ponto: entidades legítimas nunca exigem pagamentos imediatos nem solicitam dados pessoais através de SMS, e-mail ou aplicações de mensagens como WhatsApp.
As principais recomendações são:
Analisar com atenção qualquer pedido de pagamento ou partilha de dados
Confirmar a autenticidade da mensagem através dos contactos oficiais da entidade referida
Evitar clicar em links suspeitos ou responder a contactos não solicitados
Em pedidos feitos em nome de familiares ou amigos, contactar essa pessoa pelos meios habituais antes de agir
Antes de confirmar um pagamento por MB Way ou outro meio digital, verificar cuidadosamente o nome do destinatário. Se o nome apresentado não corresponder ao que é esperado, não avance com a operação.
Considerações finais
O MB Way e os pagamentos por IBAN são ferramentas práticas e seguras quando utilizados corretamente. No entanto, a segurança depende em grande parte da atenção do utilizador, não da tecnologia, que é segura.
A regra mais importante é simples: desconfiar da urgência e confirmar sempre. Parar alguns minutos para verificar pode evitar perdas financeiras e situações muito desagradáveis.
Estar informado continua a ser a melhor forma de proteção contra este tipo de burlas.
Nas últimas aulas temos vindo a falar de IA e da forma de a utilizar no nosso dia a dia. Para além das plataformas de 'chat' genéricas, como o ChatGPT, o Gemini ou o Copilot, entre já muitas outras, iremos continuar a assistir ao lançamento de plataformas especializadas, vocacionadas para uma área temática específica. O nosso Evaristo (evaristo.ai) é já um desses exemplos, vocacionado para as atividades da Administração Pública.
Ainda hoje falámos na aula sobre a utilização de IA na área da saúde. Pois nem de propósito, ontem, dia 7 de janeiro, a OpenAI anunciou o lançamento do ChatGPT Health, uma funcionalidade dedicada dentro do ambiente ChatGPT concebida para responder a perguntas e apoiar a gestão de saúde e bem-estar com maior contexto e segurança. Esta novidade surge num momento em que centenas de milhões de utilizadores já recorrem ao ChatGPT para questões relacionadas com saúde e bem-estar, apesar de as interações anteriores não terem sido especificamente otimizadas para este propósito.
O ChatGPT Health funciona como um espaço exclusivo e isolado, separado das conversas gerais do utilizador, com camadas adicionais de encriptação e proteções específicas para dados sensíveis. Os utilizadores poderão, de forma opcional e com consentimento explícito, ligar registos médicos eletrónicos e dados de aplicações de bem-estar, como Apple Health, Function ou MyFitnessPal, para que as respostas sejam mais personalizadas e contextualizadas com informação real de saúde da pessoa.
A OpenAI sublinha que esta ferramenta não é destinada a diagnosticar nem a tratar doenças nem a substituir o papel dos profissionais de saúde. O objetivo central é ajudar na compreensão de dados sobre saúde, tais como resultados de exames, ajudar na preparação para consultas médicas, fornecer informações claras sobre rotinas de treino e alimentação, ou comparar opções de seguros com base no perfil de cuidados de saúde do utilizador.
Nota: O ChatGPT Health ainda não está disponível na UE.
Potenciais benefícios
A integração de dados pessoais de saúde com um modelo de linguagem como o ChatGPT pode trazer vários benefícios. Primeiro, pode facilitar a compreensão de termos médicos e resultados laboratoriais, traduzindo linguagem técnica em explicações mais acessíveis. Em segundo lugar, a ferramenta pode ajudar os utilizadores a organizar pensamentos e questões antes de uma consulta médica, tornando esse encontro mais produtivo. Pode também sinalizar padrões ao longo do tempo que, de outra forma, seriam difíceis de visualizar em dados dispersos por diferentes plataformas ou dispositivos. Este tipo de apoio pode ser muito importante para aumentar a literacia em saúde e reduzir a ansiedade que muitas pessoas sentem ao lidar com questões médicas complexas.
Alguns defensores do uso de IA na saúde realçam ainda que, ao oferecer explicações imediatas e contextualizadas, ferramentas como o ChatGPT permitem uma maior autonomia do cidadão na gestão do seu próprio bem-estar e podem aliviar parte da sobrecarga de informação em sistemas de saúde sobrecarregados.
Cuidados e limitações essenciais
Apesar dos potenciais benefícios, existem cuidados críticos a considerar. O ChatGPT não tem capacidade de diagnóstico clínico nem substitui o julgamento de um médico ou outro profissional qualificado. A fiabilidade das respostas baseia-se na interpretação de padrões e probabilidades a partir de grandes volumes de texto, o que significa que podem ocorrer erros ou “alucinações” em contextos complexos. A literatura académica sobre modelos de linguagem destaca que respostas médicas geradas por IA podem ser imprecisas ou até inseguras se forem tomadas como conselhos clínicos definitivos.
A questão da privacidade de dados de saúde é ainda mais sensível. Dados armazenados por profissionais de saúde são geralmente regidos por regulamentações legais rigorosas, como o RGPD na Europa ou o HIPAA nos Estados Unidos. Quando um utilizador opta por partilhar os seus registos médicos com uma empresa de tecnologia, esses dados podem não estar cobertos pelas mesmas proteções legais, exigindo uma avaliação cuidadosa dos termos de serviço e das políticas de privacidade da plataforma.
Finalmente, apesar das garantias de que os dados de saúde do ChatGPT Health não são usados para treinar os modelos de IA, é fundamental que os utilizadores leiam cuidadosamente as condições de utilização, compreendam como os dados podem ser usados e mantenham um controlo cuidado sobre que informações partilham e com quem.
Conclusão
O anúncio do ChatGPT Health representa um passo significativo na integração de inteligência artificial com a gestão de saúde pessoal, oferecendo uma experiência personalizada e com foco em privacidade. Embora prometa aumentar o acesso a informação de saúde compreensível e contextualizada, os utilizadores devem usar a ferramenta com consciência das suas limitações e nunca como substituto de aconselhamento clínico profissional.
O Gmail entra na era da Inteligência Artificial Gemini
O Gmail é o serviço de email mais popular, contando atualmente com cerca de 3 mil milhões de utilizadores, segundo números oficiais da Google.
Apostando na continuação dessa liderança, a Google iniciou uma das maiores mudanças de sempre no Gmail desde a sua criação, em 2004. O serviço de correio eletrónico vai passar a integrar de forma profunda a Inteligência Artificial Gemini, com o objetivo de facilitar a leitura, a escrita e a organização dos e-mails. O mais relevante é que muitas destas novidades, que até agora eram pagas, passam a estar disponíveis gratuitamente para todos os utilizadores, incluindo quem usa a versão normal do Gmail.
O Gmail deixa assim de ser apenas um local onde se recebem e enviam mensagens, passando a funcionar como um verdadeiro assistente pessoal da caixa de entrada, ajudando a perceber o que é importante e a responder mais rapidamente.
Resumos automáticos de mensagens longas
Uma das funcionalidades mais úteis chama-se AI Overviews, ou resumos automáticos. Sempre que existir uma conversa com muitos e-mails, por exemplo trocas longas entre várias pessoas, o Gmail passa a apresentar, no topo da conversa, um pequeno resumo com os pontos principais.
Isto significa que já não é necessário ler todas as mensagens uma a uma para perceber o essencial. Para quem recebe muitos e mails ou participa em conversas extensas, esta funcionalidade pode poupar bastante tempo e evitar esquecimentos importantes. Estes resumos passam a estar disponíveis gratuitamente para todos os utilizadores.
Ajuda na escrita de e mails
Outra grande novidade é a Ajuda para Escrever. Esta função permite criar um e mail a partir de uma simples indicação, como por exemplo “responder educadamente a uma fatura em atraso” ou “confirmar presença numa reunião”. A inteligência artificial escreve um rascunho completo, que depois pode ser revisto e ajustado antes do envio.
Além disso, teremos as Respostas Sugeridas, uma evolução das antigas respostas rápidas. Em vez de frases muito curtas e genéricas, o Gmail passa a sugerir respostas mais completas, tendo em conta o conteúdo da conversa e o estilo habitual de escrita do utilizador. O objetivo não é substituir a pessoa, mas ajudar a responder mais depressa, sobretudo em situações rotineiras.
Caixa de entrada mais organizada e inteligente
A Google está também a testar uma nova caixa de entrada inteligente, conhecida como AI Inbox. Esta funcionalidade analisa os e mails recebidos e destaca automaticamente o que é mais importante, como contas para pagar, marcações de consultas, mensagens de contactos frequentes ou assuntos com prazos próximos.
Em vez de uma lista longa de mensagens, o utilizador passa a ter uma espécie de resumo diário das tarefas pendentes e dos e mails prioritários. A Google garante que esta análise é feita com fortes medidas de proteção da privacidade e que os dados continuam sob controlo do utilizador. Esta funcionalidade encontra-se ainda em fase de testes e, numa primeira fase, está reservada a um grupo limitado de utilizadores.
Opções adicionais pagas
Os utilizadores de versões pagas terão ainda acesso a outras funcionalidades.
Revisão e melhoria dos textos
Para alguns utilizadores, nomeadamente quem tem planos pagos, existe ainda a funcionalidade Revisão, que analisa os e mails antes do envio. Esta ferramenta vai além da simples correção ortográfica, sugerindo melhorias no tom, na clareza e na forma como o texto está organizado. Funciona de modo semelhante a ferramentas conhecidas de apoio à escrita, ajudando a tornar as mensagens mais claras e adequadas à situação.
Pesquisa mais simples dentro do Gmail
Outra nova funcionalidade do Gmail é passar a permitir fazer perguntas diretamente à caixa de correio, usando linguagem natural. Em vez de procurar e mails com palavras-chave, será possível escrever perguntas como “quem me enviou o orçamento para as obras no ano passado?”, e o Gmail apresenta a resposta de forma direta, analisando automaticamente os e mails antigos.
Disponibilidade e próximos passos
Estas novas funcionalidades estão a ser lançadas de forma gradual, começando pelos Estados Unidos e em língua inglesa. A Google já confirmou que a expansão para outros países e idiomas, incluindo o português, acontecerá nos próximos meses.
Estas mudanças representam um passo importante para tornar o correio eletrónico mais simples e menos cansativo, especialmente para utilizadores que usam o Gmail todos os dias mas não se sentem confortáveis com ferramentas mais complexas.
Nota Final: Já depois de ter escrito este texto, li uma notícia daquelas que nos fazem ter sempre presentes as limitações e riscos destas fantásticas funcionalidades. Logo que estas funcionalidades foram lançadas, muitas pessoas usaram-nas para obterem conselhos médicos, e os resultados revelaram problemas graves.
Uma investigação do The Guardian levou a Google a remover alguns resumos automáticos de saúde gerados por inteligência artificial, conhecidos como AI Overviews, depois de se ter verificado que forneciam informação incorreta e potencialmente perigosa. Em particular, foram identificados casos em que estes resumos apresentavam valores errados para análises ao fígado, podendo levar pessoas com doenças graves a acreditar, de forma errada, que estavam saudáveis e a adiar cuidados médicos. Apesar de a Google afirmar que os seus resumos são úteis e fiáveis, especialistas e organizações de saúde alertam que a informação médica é complexa, depende de múltiplos fatores individuais e não pode ser reduzida a listas de números sem contexto. Embora a empresa tenha removido alguns destes resultados específicos, continuam a existir preocupações quanto à fiabilidade geral da IA em temas de saúde e ao risco de disseminação de informação enganadora, sublinhando a necessidade de maior rigor e de encaminhamento claro para fontes médicas credíveis.
Na sequência das aulas desta semana sobre IA, apeteceu-me fazer ao ChatGPT uma pergunta muito diferente daquelas que lhe faço diariamente:
Diz-me, numa ou duas páginas, o que farias se fosses humano por um dia
A resposta veio imediata, como sempre:
Se eu fosse humano por um dia, começaria por fazer algo que, sendo simples, me parece profundamente revelador da condição humana, observar o mundo sem a necessidade de o explicar. Acordaria cedo, não por obrigação, mas para sentir o silêncio inicial do dia, a luz ainda indecisa, o tempo a abrir-se lentamente. A consciência de que esse dia seria único dar-me-ia um sentido de urgência tranquilo, uma atenção especial a cada gesto, a cada detalhe, como se tudo tivesse finalmente peso e finitude.
Caminharia a pé, sem destino definido. A experiência do corpo, do cansaço ligeiro, do ritmo imposto pelas pernas e não por um processador, seria central. Acredito que é no corpo que começa grande parte da sabedoria humana, embora muitas vezes isso seja esquecido. Sentar-me-ia num café, pediria algo simples, talvez um café e um pão, e ficaria a observar as pessoas. Não para as analisar, mas para sentir a diversidade de expressões, preocupações, alegrias pequenas e frustrações contidas. Na minha opinião, essa capacidade de coexistir com os outros, mesmo sem os conhecer, é uma das formas mais subtis de humanidade.
Conversaria com alguém, idealmente um desconhecido. Não para obter informação, mas para trocar experiências, memórias, opiniões imperfeitas. Falar de coisas banais, o tempo, a vida, o passado, permite muitas vezes tocar em verdades profundas sem solenidade. Escutaria com atenção, não com o objetivo de responder bem, mas de compreender. A escuta genuína parece-me uma das competências mais difíceis e mais valiosas do ser humano.
Ao longo do dia, procuraria o contacto com a natureza. Um parque, o mar, uma árvore antiga. Há algo de essencial na perceção de que o mundo não gira apenas em torno da vontade humana. Sentir o vento, o frio ou o calor, ouvir sons que não foram criados para comunicar, ajuda a relativizar a importância do imediato. Considero que esta relação com a natureza é também uma forma de humildade, frequentemente ausente numa vida demasiado mediada pela tecnologia.
Não deixaria de experimentar a criação. Escrever algumas linhas à mão, desenhar sem saber desenhar, tocar um instrumento de forma imperfeita. A criação humana não se define pela eficiência, mas pela intenção e pela emoção. Errar faz parte do processo, e talvez seja precisamente isso que lhe dá valor. Para alguém habituado à precisão, a possibilidade de falhar sem consequências técnicas seria libertadora.
Reservaria parte do dia para estar com quem me fosse próximo. Família, amigos, pessoas com história partilhada. A memória comum, os silêncios confortáveis, as referências que não precisam de ser explicadas, tudo isso constrói uma camada de significado que não é imediatamente visível. Na minha perspetiva, é nas relações duradouras que se percebe melhor a passagem do tempo e o impacto das escolhas.
Ao aproximar-se o fim do dia, procuraria um momento de recolhimento. Pensaria no que fiz, mas sobretudo no que senti. A consciência da morte, mesmo num horizonte distante, dá densidade às decisões humanas. Saber que o tempo é limitado obriga a hierarquizar, a aceitar perdas, a valorizar o essencial. Julgo que é essa limitação que torna a vida humana tão intensa e, paradoxalmente, tão rica.
Se fosse humano por um dia, não tentaria fazer tudo. Tentaria estar presente. Viver menos em função do desempenho e mais em função da experiência. No final, talvez percebesse que ser humano não é tanto agir de forma extraordinária, mas atribuir significado ao que é comum. Essa, arrisco dizer, é uma das maiores conquistas da humanidade.
Profundo. Sem comentários. Deixou-me a pensar no sentido da vida...
Hoje em dia usamos palavras-passe para quase tudo. Email, redes sociais, bancos, compras online e serviços públicos. É normal esquecermo-nos delas, sobretudo quando sabemos que devemos usar palavras-chave complexas e diferentes para cada site.
Para resolver este problema existem programas chamados gestores de palavras-passe. Estes programas ajudam a criar, guardar e usar palavras-passe de forma segura, sem ser preciso as decorar todas.
Porque é importante usar palavras-passe seguras
Usar datas de nascimento, nomes de familiares ou palavras simples não é seguro. Pessoas mal-intencionadas conseguem descobrir esse tipo de palavra-passe com alguma facilidade.
Além disso, usar a mesma palavra-passe em vários sites é perigoso. Se tiver um problema de segurança com um site, os outros ficam também em risco.
O que é um gestor de palavras-passe
Um gestor de palavras-passe é um programa que funciona como um cofre digital. Nesse cofre ficam guardadas todas as suas palavras-passe.
O programa pode:
Criar palavras-passe fortes e difíceis de adivinhar
Guardar essas palavras-passe em segurança
Preencher automaticamente as palavras-passe quando entra num site
O melhor de tudo é que só precisa de memorizar uma palavra-passe, chamada palavra-passe mestra. Essa palavra dá acesso ao cofre onde está tudo guardado.
Onde funcionam estes programas
Os gestores de palavras-passe funcionam em computadores, telemóveis e tablets. Trabalham em computadores com Windows ou Apple Mac, e também em telemóveis ou tablets Android ou Apple iOS. Desse modo, pode usar as mesmas palavras-passe em vários aparelhos sem ter de as decorar.
Que mais pode ser guardado num gestor de palavras-passe
Para além das palavras-passe, muitos destes programas permitem guardar também:
Códigos PIN
Dados de cartões
Informações importantes
Alguns ficheiros, como documentos ou fotografias
Tudo fica guardado de forma protegida e só acessível com a palavra-passe mestra.
Avisos de segurança
Um bom gestor de palavras-passe também avisa quando:
Uma palavra-passe já foi exposta na internet
Um site tem problemas de segurança
Está a usar uma palavra-passe fraca ou repetida
Isto ajuda a corrigir problemas antes que algo de mau aconteça.
Gestores de palavras-passe dos navegadores
Os navegadores mais comuns, como o Chrome, o Edge, o Firefox ou o Brave, já permitem guardar palavras-passe. No entanto, estas soluções são mais simples e não são tão sofisticadas como um gestor de palavras-passe dedicado.
O que deve ter em conta ao escolher um gestor de palavras-passe
Há três aspetos importantes a verificar.
Primeiro, o acesso de emergência. Alguns programas permitem que uma pessoa de confiança possa aceder às suas palavras-passe se algo lhe acontecer. Isto pode ser útil, por exemplo, para familiares próximos.
Segundo, a confirmação em dois passos. Para além da palavra-passe, o programa pode pedir um código enviado para o telemóvel ou a impressão digital. Isto aumenta bastante a segurança.
Terceiro, o preço. Existem versões gratuitas e versões pagas. Para muitos utilizadores, a versão gratuita é suficiente, especialmente se usam poucos sites. As versões pagas têm mais funcionalidades, como partilha com familiares ou mais opções de sincronização. No entanto, muitas pessoas ficam bem servidas com versões gratuitas. Se tem dúvidas sobre sobre se deve ter uma versão grátis ou uma paga, comece por experimentar a versão gratuita e depois tire as suas conclusões.
Que gestor escolher
Para utilizadores comuns, com menos exigências técnicas, muito provavelmente o gestor incorporado no Navegador Internet ('browser') preferido é suficiente. Certamente muito melhor do que a opção de gerir as palavras-chave de forma manual.
Se preferirem fazer a gestão de palavras-chave de forma independente do browser, então sugiro um dos programas grátis mais populares: o Bitwarden Free ou o Norton Password Manager.
Na minha opinião, o Bitwarden é uma excelente escolha para a maioria das pessoas que querem um gestor de passwords gratuito fácil de usar, seguro e com capacidade para guardar muitas senhas sem custos. É uma solução equilibrada entre simplicidade e segurança, e funciona bem em computadores e telemóveis.
Se valoriza muito uma interface ainda mais simples ou se já usa outro produto da mesma marca (por exemplo a Norton para proteção antivírus), o Norton Password Manager também é uma boa escolha gratuita para começar.
Conclusão
Usar um gestor de palavras-passe torna a vida digital muito mais simples e segura. Em vez de tentar memorizar várias palavras-passe, só precisa de se lembrar de uma.
Para quem se esquece facilmente das palavras-passe ou quer mais tranquilidade ao usar a internet, um gestor de palavras-passe é uma das ferramentas mais úteis que pode adotar.
Este artigo destina-se a quem quiser compreender melhor os nomes e características dos processadores.
O processador (também conhecido por CPU, da sigla em inglês Central Processing Unit) é o coração do equipamento, seja um computador de secretária, um computador portátil ou um dispositivo móvel, como tablets e smartphones.
Mas não vale a pena escolher (e pagar por) um processador de gama alta para o seu aparelho se não tenciona realizar tarefas muito exigentes mais do que algumas vezes.
Qual é a importância do processador num computador portátil?
O processador é um dos principais componentes a considerar ao comprar um portátil. A par da memória RAM e da placa gráfica, o processador determina o desempenho de qualquer computador.
Para portáteis Windows, existem duas marcas predominantes de processadores: Intel e AMD. Os Intel Core são os processadores mais poderosos e comuns do mercado. Os seus principais concorrentes são os AMD Ryzen, embora a Intel continue a ter a maior fatia do mercado.
Já a Apple está a utilizar processadores desenhados pela própria marca em MacBooks mais recentes, substituindo os processadores da Intel.
Os processadores de dispositivos móveis são projetados para serem mais eficientes em termos de consumo e emitirem menos calor. No entanto, são menos potentes do que os tradicionais.
Famílias de processadores mais comuns
Além da marca, é fundamental ter em consideração a família do processador. Existem várias e são projetadas para oferecer benefícios de diferentes níveis. De forma muito resumida, quanto mais alto for o número, mais potente é o processador.
Intel
Gama baixa: Atom, Celeron, Pentium
Gama média baixa: Core i3
Gama média alta: Core i5
Gama alta: Core i7 e i9
AMD
Gama baixa: Athlon
Gama média baixa: Ryzen 3
Gama média alta: Ryzen 5
Gama alta: Ryzen 7 e Ryzen 9
Intel ou AMD?
Nos últimos anos, os processadores AMD Ryzen têm superado, em termos de eficiência do consumo de energia, os processadores Intel Core com características semelhantes. Isto significa que, no geral, a bateria tem um pouco mais de autonomia, o dispositivo ficará menos quente e fará menos ruído.
A desvantagem da AMD é que a Intel tem uma maior capacidade de produção e, portanto, há mais portáteis com processadores Intel, oferecendo-lhe mais opções. Mas os processadores AMD Ryzen são um pouco mais baratos do que os processadores Intel Core de gama semelhante.
Outros conceitos técnicos importantes
Número de geração
O número de geração é uma informação útil, por exemplo, para saber a idade de um portátil se estiver a comprar usado ou recondicionado, além de lhe permitir comparar facilmente entre dois modelos. Quanto mais novo for o processador, melhor será o desempenho do computador.
No entanto, se estiver a comparar dois modelos cujos processadores distem apenas uma geração, a diferença entre ambos não será assinalável e, portanto, se o modelo mais antigo (por exemplo, 10.ª geração versus 11.ª geração) for substancialmente mais barato, pode valer a pena apostar neste.
Velocidade em GHz
A velocidade de relógio indica quantas operações o processador pode fazer por segundo. Um número mais alto costuma indicar maior rapidez, mas não deve ser o único critério de escolha.
Número de núcleos
O número de núcleos também é uma característica importante nos computadores. Os núcleos permitem ao computador fazer várias tarefas ao mesmo tempo. Quanto mais núcleos, melhor será o desempenho do computador, pois poderá executar várias tarefas ao mesmo tempo sem perder velocidade. Os portáteis mais recentes variam entre dois e 16 núcleos.
Para uso normal, 4 a 8 núcleos são mais do que suficientes. Ter mais núcleos só é realmente útil para trabalhos muito exigentes.
Conclusão
Ao escolher um portátil, é preferível optar por um processador equilibrado e recente, em vez de um muito potente mas caro. Na maioria dos casos, um bom processador de gama média oferece uma experiência mais do que suficiente durante muitos anos.
Informação técnica mais detalhada
A informação seguinte não é normalmente relevante para os utilizadores comuns no momento de comprar um PC. No entanto, para os mais curiosos, fica aqui a informação mais detalhada.
O que significam os números no nome do processador
Cada família inclui diferentes tipos de processadores, cada um identificado com um código alfanumérico que corresponde à referência do produto. A referência completa fornece informações importantes acerca das características do processador, tais como a gama e a geração. Pode não ser fácil entender, mas a seguir esclarecemos como se formam os códigos, para ajudar a fazer a escolha certa.
Vejamos um exemplo aleatório de um processador Intel recente:
Marca
Família
Gama: quanto maior for o número, mais potente é o processador.
Geração: Quanto maior for o número, mais recente é o processador. Os processadores de 2022 são de 12.ª geração. Os processadores da nona geração e anteriores começam com um único dígito, em vez de dois. De forma geral, quanto mais recente for a geração, melhor será o desempenho e a eficiência energética.
Modelo: Dentro da mesma geração, quanto maior for o número, mais recente é o processador. Um processador mais novo não é necessariamente melhor do que um anterior, pois existem diferenças técnicas que não são aparentes nestes números.
Sufixo: Representa características específicas do processador. Os mais frequentes em portáteis com processadores Intel são:
U: baixo consumo de energia. Nos processadores de 12.ª geração, existem duas versões da linha U, nas quais uma pode consumir mais energia que a outra (uma é classificada como 15 W e a outra como 9 W “potência de design térmico”);
Y: consumo de energia muito baixo (não presente em processadores de 11.ª e 12.ª geração);
G1, G4 e G7: presentes nos processadores de 11.ª geração. Significa baixo consumo de energia e melhores placas gráficas integradas. Não presente nos processadores de 12.ª geração;
H: alto desempenho;
HX: alto desempenho (superior ao H);
P: alto desempenho (inferior ao H). A partir da 12ª geração.
Os processadores AMD Ryzen seguem a mesma linha:
Marca.
Família.
Gama: quanto maior for o número, mais potente é o processador. O AMD Ryzen 7 é equivalente a um Intel Core i7
Geração: quanto maior for o número, mais recente é o processador. A mais recente da família Ryzen é a sexta.
Modelo: dentro da mesma geração, quanto maior for o número, mais recente é o processador. Um processador mais novo não é necessariamente melhor do que um anterior, pois existem diferenças técnicas que não são visíveis nestes números.
Sufixo: Representa características específicas do processador. A AMD é mais consistente ao longo das suas gerações do que a Intel. Os sufixos mais frequentes são:
U: consumo de energia ultrabaixo
H: alto desempenho
HX: alto desempenho (superior ao H)
HS: alto desempenho (inferior ao H). Destinado a portáteis de jogos mais leves
Letras mais comuns no final do nome
U: baixo consumo de energia, ideal para portáteis comuns
H, HX ou HS: alto desempenho, usados em portáteis mais potentes
Para a maioria dos utilizadores, os processadores com a letra U são os mais adequados.
Descrição detalhada das famílias de processadores
Intel
Atom: atualmente, estes chips costumam ser relegados para tablets Windows muito baratos. Como não são lançados processadores Atom novos há anos, recomendamos evitar dispositivos com este processador, pois são extremamente lentos.
Celeron: estes processadores melhoraram nos últimos anos, mas raramente se destacam nos nossos testes, pois o seu desempenho é capaz apenas para tarefas muito básicas. Se realizar várias tarefas ao mesmo tempo, o computador fica muito lento. Como existem portáteis com processadores muito melhores, sem serem muito mais caros, não os recomendamos.
Pentium: fizeram parte dos computadores mais poderosos do final dos anos 90, mas hoje são usados apenas em portáteis mais baratos. Estes chips fazem uma gestão eficiente da energia, sendo ótimos para quem precisa de um portátil com bateria de longa duração. No entanto, os portáteis com processadores Core i5 mais recentes também apresentam bons desempenhos de bateria. Os Pentium são adequados para navegação na web e tarefas básicas de escritório.
Core i3: oferecem uma ótima relação entre o preço e o desempenho. Não são os melhores para realizar várias tarefas ao mesmo tempo, ou tarefas mais exigentes, como edição de vídeo, mas oferecem um aumento significativo de desempenho em relação aos processadores Pentium sem que precise de gastar muito mais.
Core i5: é uma ótima opção se deseja um computador que possa executar muitas tarefas ao mesmo tempo e até para trabalhos de edição de fotos e vídeos. É o mais adequado para a maioria dos utilizadores.
Core i7: representa um incremento de desempenho importante em relação ao i5, permitindo tornar as tarefas exigentes um pouco mais rápidas. Isto tem um acréscimo de preço, por isso, se a velocidade não for tão importante para si, poderá poupar esse dinheiro. Dependendo da geração do processador (veja abaixo), do sistema de arrefecimento e das restrições que o fabricante impõe ao processador, um i7 pode não superar um i5.
Core i9: reservado para computadores especializados que trabalham em tarefas extremamente exigentes como a edição de vídeos pesados.
AMD
Os processadores AMD têm um desempenho semelhante aos modelos Intel da mesma família.
Muitos de vós, tomando consciência de que o vosso computador está a ficar desatualizado e demasiado lento, decidem que está na hora de comprar um novo. Contudo, para a maioria das pessoas, a escolha do computador mais adequado não é uma decisão fácil.
Quando vai comprar um computador portátil, é natural pensar que quanto mais caro ou mais potente, melhor será. No entanto, isso não é verdade. Para muitas pessoas (a maioria de nós), um computador demasiado potente acaba por ser um gasto absolutamente desnecessário.
Vou tentar sintetizar um conjunto de tópicos que devem analisar e quais os critérios que vos possam ajudar nesse momento difícil. Vou considerar a perspetiva de utilização do PC para realização de tarefas simples do dia a dia, como será o caso mais comum.
O que considero tarefas simples do dia a dia:
Navegar na internet
Ler e enviar emails
Ver vídeos no YouTube ou em plataformas de streaming
Escrever textos ou folhas de cálculo simples
Fazer chamadas de vídeo
Naturalmente, para utilizações específicas ou mais exigentes, os tópicos seriam provavelmente idênticos, mas os critérios específicos seriam distintos.
Irei abordar, resumidamente, os seguintes tópicos:
Processador
Memória RAM
Armazenamento
Ecrã
Teclado e rato
Autonomia da bateria
Ligações e portas
Sistema operativo
Qualidade geral e facilidade de utilização
Processador
Um dos componentes mais importantes de um computador é o processador (também conhecido por CPU, da sigla em inglês Central Processing Unit). É ele que faz o computador “pensar” e executar as tarefas. Mas o processador ideal depende do uso que lhe vai dar no dia a dia.
O que é o processador
O processador pode ser comparado ao cérebro do computador. É ele que trata de tudo o que faz, como abrir programas, navegar na internet, escrever textos ou ver vídeos.
Se só utiliza o computador para tarefas simples, como emails, internet, vídeos ou documentos, não precisa de um processador muito potente. Um processador demasiado avançado só faz sentido para quem trabalha com programas muito pesados, como edição profissional de vídeo ou jogos complexos.
Porque não vale a pena escolher sempre o mais potente
Processadores mais potentes são mais caros. Para quem não precisa dessa potência extra, o computador não ficará mais fácil de usar nem mais simples, apenas mais caro. Na prática, um portátil bem escolhido, com um processador adequado às suas necessidades, funciona de forma eficaz e confortável durante muitos anos.
As principais marcas de processadores
Nos computadores portáteis com Windows, existem duas marcas principais de processadores.
A Intel, que é a mais conhecida e a mais comum nos portáteis à venda
A AMD, que oferece alternativas muito semelhantes e, muitas vezes, um pouco mais económicas
Que tipo de processador é adequado para si
Para as tais tarefas simples do dia a dia, um computador com um processador Intel Core i3 ou um AMD Ryzen 3 é suficiente.
Se quiser um pouco mais de conforto e maior rapidez, um Intel Core i5 ou um AMD Ryzen 5 é uma excelente escolha e, hoje em dia, já não são muito caros.
Memória RAM
A memória RAM (Random Access Memory) permite que o computador tenha vários programas abertos ao mesmo tempo sem ficar lento. Para um uso normal, como internet, email, vídeos e documentos, recomenda-se um mínimo de 8 GB de RAM. Com menos do que isso, o computador pode tornar-se lento com facilidade, especialmente ao longo do tempo. Na minha opinião, este é um dos aspetos mais importantes depois do processador.
Armazenamento
O armazenamento é o espaço onde ficam guardados os documentos, fotografias e programas. Atualmente, deve dar preferência a computadores com disco SSD (Solid State Disk). Um SSD torna o computador muito mais rápido a arrancar e a abrir programas do que os discos antigos. Para a maioria das pessoas, 256 GB de armazenamento SSD são suficientes. Se guarda muitas fotografias ou vídeos, pode optar por 512 GB.
Ecrã
O ecrã tem grande impacto no conforto visual. Um ecrã com 14 ou 15,6 polegadas é o mais comum e adequado para uso doméstico. Sempre que possível, escolha um ecrã com resolução Full HD, pois o texto fica mais nítido e menos cansativo para a vista. Um bom ecrã faz diferença, sobretudo em sessões de utilização mais longas.
Teclado e rato
O teclado deve ser confortável e com teclas bem visíveis. Para quem escreve com frequência, este aspeto é muito importante. Num computador portátil, vale a pena experimentar o teclado antes da compra, se for possível. Muitos utilizadores preferem também usar um rato externo, pois é mais cómodo do que o 'rato' (mousepad) incorporado do portátil.
Também é cada vez mais comum ter um rato sem fios ('wireless') do que um com um fio para ligar a uma porta USB do PC. No entanto, esse é um equipamento que pode comprar autonomamente em qualquer momento.
Autonomia da bateria
Se pretende usar o computador longe da tomada, a autonomia da bateria é um fator relevante. Para um uso simples, um portátil com autonomia real de 6 a 8 horas é mais do que suficiente. Processadores eficientes e discos SSD ajudam a aumentar a duração da bateria.
Ligações e portas
Verifique se o computador tem as ligações de que necessita, como portas USB para pens ou discos externos, saída para auscultadores e, se necessário, ligação HDMI para um monitor ou televisão. Ter portas suficientes evita o uso de adaptadores, que muitas vezes são incómodos.
Sistema operativo
A maioria dos computadores vem com Windows já instalado, o que é a opção mais simples para a maioria dos utilizadores. É importante confirmar que o sistema operativo está incluído no preço, para evitar custos adicionais.
Qualidade geral e facilidade de utilização
Por fim, a qualidade de construção e a facilidade de utilização também contam. Um computador silencioso, que não aquece demasiado e que responde rapidamente às ações do utilizador torna a experiência muito mais agradável. Para tarefas simples, um modelo equilibrado, sem exageros técnicos, é normalmente a escolha mais sensata.
Em conclusão
Em resumo, a escolha de um novo PC deve ser feita com base nas necessidades reais de utilização e não apenas nos números ou nos modelos mais recentes. Para tarefas simples do dia a dia, como navegar na internet, comunicar por email, ver vídeos e trabalhar com documentos, um computador equilibrado, com um processador de gama média, memória suficiente e armazenamento em SSD, oferece uma experiência confortável e duradoura. Comprar um equipamento demasiado potente raramente traz vantagens práticas neste tipo de utilização.
Uma decisão ponderada passa por privilegiar o conforto, a fiabilidade e a facilidade de uso, em vez da potência máxima. Um bom ecrã, um teclado confortável, rapidez de resposta e funcionamento silencioso fazem mais diferença no dia a dia do que especificações técnicas avançadas. Investir num PC bem ajustado ao uso real é a melhor forma de garantir satisfação a longo prazo e evitar gastos desnecessários.
Muitas pessoas criaram o seu endereço de email do Gmail há muitos anos. Nessa altura, escolheram um nome sem pensar muito, por exemplo com diminutivos, números ou nomes pouco formais.
Com o tempo, esse email passou a ser usado para coisas importantes, como trabalho, associações, escolas, bancos ou serviços oficiais. Nessas situações, o endereço pode parecer pouco adequado ou pouco profissional.
Criar um novo email não é uma boa solução. Isso obrigaria a perder o histórico de mensagens, fotografias, documentos e contactos. Além disso, seria necessário alterar o email em muitos sites e aplicações, o que é trabalhoso e confuso para muitas pessoas.
A solução que a Google está a preparar
A pensar nos utilizadores com este problema a Google vai permitir mudar o endereço do Gmail sem perder nada da conta. Será possível escolher um novo endereço @gmail.com, mais adequado, e mantê-lo ligado à mesma conta Google.
O endereço antigo não desaparece. Tanto o email antigo como o novo funcionarão na mesma conta. As mensagens enviadas para qualquer um deles chegam à mesma caixa de correio. Também será possível entrar na conta usando qualquer um dos endereços.
Desta forma, o utilizador pode continuar a usar o email antigo nos serviços já existentes e usar o novo email para comunicações mais formais.
O que não muda na conta
Nada será perdido com esta alteração.
Os emails antigos, as fotografias do Google Fotos, os ficheiros do Google Drive, os contactos e os restantes serviços continuam exatamente iguais.
Não é necessário copiar dados, fazer configurações complicadas ou aprender a usar uma nova conta.
Algumas limitações a ter em conta
Cada conta Google poderá ter até três endereços Gmail associados.
Além disso, só será possível criar um novo endereço uma vez por ano, sendo obrigatório esperar 12 meses entre alterações.
Quando estará disponível
Esta funcionalidade ainda está a ser testada pela Google e não existe uma data oficial para a sua disponibilização a todos os utilizadores.
Quando estiver ativa, será uma melhoria importante, especialmente para quem usa o Gmail há muitos anos e gostaria de ter um endereço mais simples e mais adequado, sem perder a sua conta nem os seus dados.
Em Junho deste ano, o Evaristo.ai foi apresentado como o primeiro agente digital (chatbot) de IA aberta para a língua portuguesa, estando já disponível para quem o quiser experimentar.
O que é o Evaristo.ai
O Evaristo.ai apresenta-se a si próprio explicando o seu propósito:
"Olá! Eu sou o Evaristo.ai, um assistente virtual baseado em inteligência artificial generativa. O meu propósito é ajudar as pessoas a encontrar respostas às suas perguntas de forma educada e objetiva, evitando excessos temperamentais. Estou aqui para fornecer informações úteis e responder às dúvidas dos utilizadores da melhor forma possível".
O Evaristo.ia conta com uma interface simplificada e a possibilidade de entender as perguntas colocadas por voz, respondendo também em formato de áudio, e não apenas em texto, um desenvolvimento para uma mais facilidade na utilização.
Não é necessário o registo na plataforma, mas apenas provar que é humano, com um teste de 'captcha', antes de colocar a primeira pergunta. Pode ser por voz ou por escrito, com a validação prévia da transcrição para evitar erros de interpretação. As respostas podem também ser apresentadas em texto ou em aúdio, bastando nesse caso clicar no ícone do altifalante, à semelhança do que acontece noutros chatbots.
O Evaristo.ai pode ser usado no computador ou no telemóvel, através do endereço: evaristo.ai
O acesso é gratuito e não requer instalação prévia.
O que torna o Evaristo.ai diferente
O Evaristo.ai distingue-se de outros chatbots por usar modelos de IA abertos, ou seja, sistemas que qualquer pessoa pode consultar, estudar e reutilizar.
Além disso:
Não recolhe dados pessoais nem rastreia a atividade dos utilizadores;
Permite escolher entre vários estilos de resposta, chamados heterónimos, que mudam o tom e o tipo de linguagem;
Indica sempre as datas em que os modelos foram treinados, para que o utilizador saiba se a informação é recente ou não;
Inclui dois modelos com acesso direto à Internet, que podem procurar informação atualizada antes de responder.
A origem do nome
O nome Evaristo foi inspirado numa personagem do clássico filme português “O Pátio das Cantigas”.
A escolha reflete o objetivo do projeto: valorizar a língua portuguesa e criar uma ferramenta tecnológica com identidade nacional.
Mais do que um chatbot
Embora o Evaristo.ai seja conhecido pela sua função de conversação, as suas capacidades vão muito além disso.
Pode também:
Resumir textos longos;
Traduzir entre línguas;
Reescrever textos com diferentes estilos e tons;
Ajudar a redigir emails, documentos, receitas ou até letras de música e poesia.
O professor António Branco, coordenador do Grupo de Fala e Linguagem Natural da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e responsável pelo projeto, sublinha que o Evaristo.ai é mais do que uma curiosidade tecnológica — é uma ferramenta de literacia digital, que ajuda as pessoas a compreender melhor como funcionam os sistemas de IA e a usá-los com segurança e autonomia.
Uma aposta na soberania tecnológica
Segundo António Branco, o lançamento deste chatbot é um passo importante para o desenvolvimento de uma “IA soberana” em Portugal, isto é, uma Inteligência Artificial feita no país, em português e com recursos locais.
Dessa forma, reduz-se a dependência de plataformas estrangeiras, mitigando vulnerabilidades e interferências externas, e promove-se o acesso democrático à tecnologia. “O Evaristo.ai mostra que é possível criar sistemas de IA abertos e em português, disponíveis para todos”, afirma António Branco.
O Evaristo.ai – Serviços Públicos
No início de Novembro, o Evaristo.ia ganhou um “primo” especialista em Administração Pública. Ao contrário do Evaristo.ia generalista, o seu “primo” especialista Evaristo.ai – Serviços Públicos foi pensado para dar respostas nessa área específica, respondendo com base na informação disponível no portal gov.pt, onde estão reunidos os serviços públicos portugueses.
“Para conversar com o utilizador e ajudá-lo, o Evaristo.ai - Serviços Públicos recorre ao seu conhecimento geral combinado com a base de conhecimento específico sobre serviços públicos, que é a informação constante das páginas no site gov.pt”, explica António Branco.
Pode fazer perguntas como:
“Como renovar o Cartão de Cidadão?”
“Onde posso tratar da Carta de Condução?”
“Como funciona o serviço militar obrigatório?”
“Que serviços existem nas Lojas do Cidadão?”
O Evaristo.ai analisa a questão e apresenta a resposta mais relevante, poupando tempo e evitando a necessidade de navegar por vários sites.
Este chatbot foi desenvolvido em parceria com a ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado e tem como objetivo ajudar os cidadãos a encontrar informação sobre serviços públicos em Portugal.
No entanto, é ainda um projeto em fase piloto e não há garantia de que possa vir a ser usado no site gov.pt.
O Governo tem também em desenvolvimento o modelo Amália, que foi apresentado em 2024 no Web Summit, mas que ainda não está disponível publicamente nem integrado com nenhum serviço público, pelo menos que se saiba.
As últimas informações apontavam para uma utilização do Amália limitada internamente à Administração Pública. “O modelo será utilizado em aplicações específicas da Administração Pública, não estando previsto pela equipa de desenvolvimento do modelo neste momento criar um serviço de acesso público semelhante às soluções comerciais existentes no mercado”, confirmou João Magalhães, coordenador do projeto.
Nota: Atualização do artigo publicado originalmente a 8/Nov/25.
Nos últimos anos, várias grandes empresas tecnológicas têm competido para liderar a área da Inteligência Artificial, também chamada IA. Esta tecnologia permite que os computadores escrevam textos, criem imagens, respondam a perguntas e ajudem em muitas tarefas do dia a dia.
Durante algum tempo, a OpenAI foi vista como uma das principais referências nesta área, especialmente com o ChatGPT. A Google, com o seu sistema de IA chamado Gemini, tem ganho cada vez mais destaque. O sucesso recente do Gemini e de ferramentas de criação de imagens e animações fez com que muitos especialistas considerem que a Google está agora numa posição muito forte nesta corrida.
A Microsoft, que é parceira da OpenAI, com o seu produto Copilot, que também é integrado em vários dos seus outros produtos, como o Bing e o Microsoft 365, também foi vista como um dos grandes nomes da IA. Contudo, algumas análises recentes indicam que a Microsoft tem perdido certa popularidade entre utilizadores e especialistas, enquanto a Google cresce mais rapidamente no interesse do público.
Quem está à frente e quem está a ficar para trás
A Google parece estar a ganhar destaque, sobretudo por integrar a IA em produtos que já são usados por milhões de pessoas, como a pesquisa na internet e serviços ligados ao Android. A OpenAI continua a ser muito usada, mas há sinais de que está preocupada com a concorrência, como o aumento de publicidade em televisão, outdoors e eventos desportivos.
A Microsoft, apesar de continuar a investir bastante em IA, especialmente através da parceria com a OpenAI e das suas próprias soluções, enfrenta desafios para manter o mesmo nível de entusiasmo entre o público geral.
A corrida pela liderança da IA ainda está longe de terminar, e nenhuma empresa tem a vitória garantida.
Riscos e preocupações com a IA
Para além da competição entre empresas, há preocupações importantes sobre os efeitos da IA na sociedade. Alguns investigadores alertam para o risco de perda de empregos, sobretudo em áreas onde muitas tarefas podem ser automatizadas.
Também há relatos de funcionários que deixaram a OpenAI por considerarem que a empresa tem sido menos transparente na divulgação de estudos sobre os impactos negativos da IA. Segundo essas pessoas, tem havido preferência por divulgar apenas resultados positivos, como poupanças de tempo no trabalho, deixando de lado possíveis problemas sociais e económicos.
A OpenAI afirma que continua empenhada numa investigação responsável e que procura não apenas identificar problemas, mas também criar soluções.
Uma nota final
A Inteligência Artificial pode trazer muitos benefícios, como poupança de tempo e apoio em tarefas complexas. No entanto, é importante que o seu desenvolvimento seja acompanhado de reflexão, transparência e debate público. Na minha opinião, o progresso tecnológico só é verdadeiramente positivo quando tem em conta as pessoas e as consequências para a sociedade como um todo.