31 maio 2026

Como ter o Painel de Notícias da Nova Atena no seu telemóvel

Já vimos aqui, assim como nas aulas, como terem o Calendário de Atividades da Nova Atena permanentemente na vossa Agenda, acessível tanto no telemóvel como no PC (ver aqui). O grande objetivo é dar-vos formas alternativas, e mais eficazes de acesso à informação da Nova Atena sem terem de estar permanentemente a reler os emails enviados pela Direção.

Também com esse objetivo, devem ter reparado na existência, desde há umas semanas atrás, de um novo Painel de Notícias no 'hall' de entrada da Nova Atena, onde, para além do horário do dia da semana, se apresentam as notícias mais relevantes sobre as aulas e outras atividades - cinema, exposições, etc.

Pois bem, vamos ver como podem ter permanentemente esse Painel de Notícias a 'rolar' no vosso telemóvel (ou no vosso PC), vendo exatamente o que, nesse preciso instante, está a ser apresentado no monitor do 'hall' da Nova Atena.

Por exemplo, antes de saírem de casa, podem ver rapidamente o horário do dia, e se houve alteração nas aulas desse dia e dos seguintes. Simpático, não é?

Como instalar o Painel de Notícias no telemóvel

O primeiro passo é ler este 'post' do blogue no vosso telemóvel. Se não têm ainda o blogue registado com um atalho no telemóvel (podemos ver isso mais tarde), chamem o Chrome (ou o 'browser' que costumam usar) e escrevam: informatica-do-dia-a-dia.blogspot.com.

Agora que já estão a ler este texto no vosso telemóvel, se clicassem no link que indico no final deste artigo, iriam começar logo a ver o Painel de Notícias no vosso telemóvel.

Mas não façam já isso! Não queremos ter de executar estes passos sempre que quiserem aceder a este painel; vamos ver como podemos automatizar o processo de forma a ter sempre um ícone à mão para chamar as notícias. 

Depois de clicarem no link abaixo e as notícias já estarem a rolar no vosso telemóvel, vamos ter de criar um ícone no vosso ecrã principal. Para isso, vão carregar nos 3 pontos do canto superior direito do Chrome e, no fundo do menu, selecionar a opção Adicionar ao ecrã principal e, de seguida, dar um nome a esse novo ícone:

 

Depois disto, terão um novo ícone, com o nome escolhido, no ecrã do vosso telemóvel.

A partir de agora, sempre que quiserem ver as Notícias da Nova Atena, basta clicarem nesse ícone e voilà!

Agora que já sabem o que vão ter de fazer (relembrem as 2 fotos acima), já podem clicar no link abaixo e depois executar os passos indicados.

16 maio 2026

França diz adeus ao Windows: O que significa a mudança para Linux em termos de Soberania Digital?

No mundo dos computadores pessoais, estamos habituados a que aquilo a que chamamos sistema operativo seja, por regra, o Windows, atualmente na sua versão mais recente: o Windows 11.

Tal como nos telemóveis, em que existem 2 grandes mundos - os iPhone da Apple, que usam o sistema operativo iOS, e os telemóveis de todos os outros fabricantes, que usam Android, também no caso dos PC temos os Mac da Apple, com macOS, e os PC de todos os outros fabricantes, que usam Windows (1). Só que, neste caso, os Mac da Apple representam um nicho bastante reduzido, em segmentos de mercado muito específicos, e os PC com Windows são totalmente dominantes, seja em casa, seja nas empresas ou na administração pública.

Se esta universalidade representa uma enorme vantagem em termos de compatibilidade e aprendizagem (uma vez termos aprendido a usar um computador com Windows, estarmos capacitados para usar qualquer outro, seja o da empresa ou o de um amigo que nos pediu uma ajuda), por outro lado representa uma enormíssima dependência tecnológica de um único país, os EUA, e de uma única empresa, a Microsoft.

Imaginem só o que aconteceria se, por absurdo, os EUA decidissem deixar de exportar essas tecnologias para os outros países (e, por muito inverossímil e absurdo que possa parecer, nos tempos que correm já nada é surpresa...). Pura e simplesmente o mundo pararia!

Esta problemática é aquilo a que, do ponto de vista dos países, se designa por Soberania Digital: a necessidade de os países tentarem combater o mais possível estas dependências tecnológicas.

Em busca da Soberania Digital

Foi esta razão que levou, recentemente, o governo francês a tomar uma decisão estratégica de abandonar o sistema operativo Windows, da Microsoft, em favor do Linux e de soluções de código aberto ('Open Source') (2).

Mas esta decisão da França não é única, é apenas o exemplo mais recente. Outros países ou regiões administrativas tomaram recentemente decisões no mesmo sentido, numa tendência global em direção à soberania digital:

  • Alemanha (Schleswig-Holstein): Este estado alemão está a migrar 30.000 computadores para Linux e LibreOffice, prevendo poupanças anuais de 15 milhões de euros em licenciamento.
  • Dinamarca: Em 2025, o Ministério dos Assuntos Digitais dinamarquês iniciou a sua própria transição para o código aberto, citando a proteção da soberania dos dados.
  • China: Com os sistemas Kylin OS e Deepin, a China está a remover hardware e software estrangeiro de todas as instituições governamentais para garantir controlo total sobre o código-fonte.
  • Brasil: Organismos como o IBGE voltaram a colocar o software livre no centro da sua estratégia para proteger dados sensíveis.

O caso francês

O governo francês, através da Direção Interministerial para os Assuntos Digitais (DINUM), deixou claro que não quer que infraestruturas críticas do Estado estejam dependentes dos interesses comerciais das grandes empresas tecnológicas norte-americanas. Segundo David Amiel, Ministro da Ação Pública, o país não pode aceitar que os seus dados, infraestruturas e decisões estratégicas dependam de soluções cujas regras e preços são controlados externamente.

Os principais motivos desta mudança são:

  • Controlo do Destino Digital: Evitar que as regras, os preços e a evolução das ferramentas de trabalho sejam ditadas por interesses comerciais estrangeiros.
  • Segurança de Dados: Ao utilizar programas cujas "regras do jogo" são controladas internamente, a França protege-se contra vulnerabilidades ou mudanças de política de privacidade impostas por empresas fora da União Europeia.
  • Influência Regional: Como líder na UE, a França quer dar o exemplo, mostrando que é possível ter uma infraestrutura tecnológica moderna e funcional sem estar "presa" a um único fornecedor (o chamado 'vendor lock-in').

Benefícios

Embora a redução de custos com licenças de software seja um ponto fundamental, os benefícios vão muito mais longe:
  • Personalização: O Linux permite criar uma versão adaptada especificamente às necessidades dos funcionários públicos franceses.
  • Ecossistema "La Suite": A França já está a implementar ferramentas próprias como o Tchap (comunicação), Visio (videoconferência) e FranceTransfert, garantindo que o trabalho colaborativo acontece em solo nacional.
  • Transparência: O software de código aberto (Open Source) pode ser auditado por qualquer pessoa, o que aumenta a confiança na segurança do sistema.
Além da óbvia poupança financeira em licenças, os benefícios incluem uma maior segurança (devido à natureza auditável do código aberto), a capacidade de personalização total do sistema e a garantia de que os dados dos cidadãos permanecem sob jurisdição nacional e europeia.

O Desafio da Implementação

Mudar o sistema operativo usado por um país inteiro não se faz da noite para o dia. Os desafios são colossais:
  • Curva de Aprendizagem: Milhares de funcionários habituados ao Windows terão de aprender a trabalhar num novo ambiente. A resistência à mudança vai ser o primeiro grande obstáculo.
  • Compatibilidade de Software: Muitos programas específicos utilizados na administração pública podem ter sido desenhados apenas para Windows, exigindo versões novas ou alternativas equivalentes.
  • Logística e Suporte: Planear a transição de hardware, antivírus, bases de dados e redes exige um esforço de coordenação entre vários organismos, como agências de ciber-segurança e centrais de compras do Estado.

O que isto significa para todos nós?

A decisão da França e dos outros países acima referidos é um lembrete de que o software que usamos no dia a dia tem implicações políticas e económicas. Se a migração for bem-sucedida, poderá inspirar outros países (quem sabe Portugal?) e até empresas privadas a olhar para o Linux não como um bicho-papão, mas como uma alternativa viável, segura e, acima de tudo, livre.

Estas decisões sinalizam uma mudança de paradigma: o software livre deixou de ser uma alternativa apenas para entusiastas, passando a ser uma necessidade de segurança nacional.

Notas:

(1) Na realidade, se quisermos ser totalmente rigorosos, existem outras alternativas, como os chamados Chromebook, com sistema operativo ChromeOS da Google, mas são quase desconhecidas do público em geral.

(2) As soluções de Código Aberto ('open source') são programas cujo código-fonte original é disponibilizado publicamente, permitindo que qualquer pessoa o visualize, modifique, melhore e o distribua livremente de acordo com as suas necessidades. Ao contrário do software proprietário, que é controlado exclusivamente pela empresa que o desenvolveu, o modelo 'open source' baseia-se num princípio de colaboração comunitária e de transparência, onde programadores de todo o mundo trabalham em conjunto para corrigir falhas, adicionar funcionalidades e partilhar conhecimento, resultando frequentemente em ferramentas altamente robustas, seguras, flexíveis e com custos de licenciamento drasticamente reduzidos ou mesmo inexistentes.

15 maio 2026

Otimização do Windows: Microsoft PC Manager vs. Ferramentas de Terceiros

Todos nos habituámos já à ideia de que, à medida que vamos usando um PC ao longo dos anos, ele vai ficando cada vez mais lento, e manter o Windows a correr com a mesma fluidez do primeiro dia é um desafio constante. À medida que instalamos programas, navegamos na internet e acumulamos ficheiros temporários, o sistema tende a perder performance.

Como o nosso conhecimento do funcionamento interno do Windows e das razões técnicas para esse problema é muito limitado, a melhor solução é recorrer a um programa especializado que saiba o que deve fazer para resolver ou, pelo menos, minorar esses problemas.

Há múltiplos programas para essa finalidade, uns grátis, outros pagos, mas a maioria numa situação mista que já é nossa conhecida: as funções mais básicas são grátis, e as funções mais sofisticadas e potentes só estão disponíveis nas versões pagas. E, como o negócio dessas empresas passa por promover e tentar vender essas versões pagas, enquanto usamos as versões grátis, vamos sendo alvo de mensagens de promoção das versões pagas.

Com base nesse binómio riqueza de funcionalidade vs. agressividade comercial, sugeri nas aulas 2 dessas soluções: Glary Utilities (www.glarysoft.com) e Ashampoo WinOptimizer (ashampoo.com/pt-pt/winoptimizer-free). No entanto, o cenário mudou recentemente com a própria Microsoft a entrar no jogo com o Microsoft PC Manager.

Mas será que esta ferramenta oficial da Microsoft é suficiente? Ou será que as 'suites' tradicionais como as acima referidas ainda valem a pena?

Neste artigo, vamos analisar e comparar estas três soluções, destacando os pontos fortes e fracos de cada uma.

Iremos também mostrar, passo a passo, como configurar essas ferramentas para que não fiquem a consumir recursos em segundo plano (background) depois de instaladas.

3 abordagens distintas à otimização do Windows

Antes de olharmos para os detalhes, é importante perceber que estas ferramentas têm filosofias de funcionamento muito diferentes:

  • Microsoft PC Manager: A aposta oficial da Microsoft baseada num princípio de minimalismo e na segurança integrados
  • Glary Utilities: Um "canivete suíço" que representa um compromisso entre ferramentas avançadas e facilidade de utilização
  • Ashampoo WinOptimizer: Uma ferramenta 'premium' focada na automatização profunda e na personalização da privacidade

Análise detalhada: pontos fortes e limitações

Microsoft PC Manager

Desenvolvido pela própria Microsoft, funciona como um painel de controlo centralizado para funcionalidades que, na verdade, já existem no Windows, mas estão espalhadas pelos menus do sistema.

  • Pontos fortes: Sendo nativo ao próprio Windows, apresenta uma grande estabilidade — nunca vai corromper o registo ou apagar ficheiros vitais. É extremamente leve, totalmente gratuito e não tem publicidade.
  • Limitações: É demasiado simples para utilizadores avançados. Não faz desinstalações profundas de programas nem limpezas no registo.
Podem encontrar uma descrição e um comentário detalhados (em inglês) do programa aqui.

Glary Utilities

É uma das ferramentas de manutenção mais antigas e respeitadas do mercado, famosa pela sua eficácia.

  • Pontos fortes: Inclui mais de 20 utilitários integrados (recuperação de ficheiros apagados, localizador de duplicados, desinstalador avançado). A sua limpeza de disco é muito eficaz.
  • Limitações: A interface visual parece já um pouco datada. Algumas funções automáticas requerem a versão Pro (paga).

Ashampoo WinOptimizer

É uma suite robusta com uma interface moderna, repleta de gráficos explicativos e ferramentas de monitorização em tempo real.

  • Pontos fortes: Excelente gestão de privacidade (permite desativar a telemetria do Windows facilmente) e possui módulos de automatização que otimizam o PC enquanto joga ou trabalha.
  • Limitações: É a suite mais pesada das três. A versão gratuita exibe avisos frequentes a sugerir a compra da versão completa.

Conclusão: Qual escolher?

  • Escolha o Microsoft PC Manager se procura simplicidade, segurança total e quer apenas libertar memória RAM e ficheiros temporários sem correr riscos.
  • Escolha o Glary Utilities se precisa de ferramentas extra de diagnóstico (como encontrar ficheiros duplicados ou recuperar dados apagados) sem sobrecarregar o sistema.
  • Escolha o Ashampoo WinOptimizer se quer um controlo cirúrgico sobre a privacidade e telemetria do Windows e não se importa de gerir uma suite mais complexa.

Os processos em segundo plano (background)

Muitas ferramentas de otimização prometem acelerar o computador, mas acabam por contribuir para a carga ao instalarem processos persistentes que ficam a consumir CPU e memória RAM em permanência. Por isso, a melhor abordagem com este tipo de programas é usá-los de uma forma pontual: o programa abre, faz a manutenção e fecha completamente.

Para garantir que nenhuma destas ferramentas fica a correr depois de ser executada, siga estes passos de configuração:

Microsoft PC Manager

  1. Abra o programa e clique no ícone das Definições (roda dentada no canto superior direito).
  2. Nas Definições, desative a opção "Start PC Manager automatically when sign in to Windows" (para impedir que arranque sozinho com o PC).
  3. Desative também a opção "Smart Boost" (isto evita que o programa fique em background a monitorizar constantemente a RAM).

Glary Utilities

  1. Abra o Glary Utilities e clique em Menu (canto superior direito) > Settings (Definições).
  2. Na aba General, desmarque:
    "Launch Glary Utilities on Windows startup"
    "Minimize to system tray when program is closed"

    (Isto garante que, ao clicar no "X", o programa fecha mesmo em vez de ir para junto do relógio).
  3. Na aba Advanced, desative a procura automática de atualizações em segundo plano.

Ashampoo WinOptimizer

  1. Abra o programa e aceda às Opções/Definições.
  2. Na secção de inicialização, desative o arranque automático com o Windows.
  3. O passo mais importante: Procure pela secção de Módulos Automáticos (Auto-Clean, Live-Tuner, Game-Booster) e desative todos. Se estes módulos estiverem ativos, o Ashampoo manterá serviços em segundo plano mesmo que feche a janela principal.

Gestor de tarefas do Windows

Independentemente da ferramenta que escolher, pode também usar o próprio Windows para garantir um maior controlo.

Pressione as teclas Ctrl + Shift + Esc para abrir o Gestor de Tarefas, clique no menu lateral Aplicações de Arranque, localize na lista a ferramenta de otimização instalada, clique com o botão direito e selecione Desativar.

Desta forma, o programa só consumirá recursos nos minutos em que decidir abri-lo para fazer a limpeza.

Onde obter e como instalar o Microsoft PC Manager

Sendo uma ferramenta oficial da Microsoft, o processo de obtenção do PC Manager é extremamente seguro, rápido e gratuito. Ao contrário de outros utilitários do género, não há o risco de descarregar vírus ou publicidade enganosa, desde que se utilizem as fontes oficiais. O método recomendado, mais simples e mais rápido, é através da Microsoft Store.

Nota: Esta aplicação ainda não está oficialmente disponível para Portugal. Não por um problema técnico, mas sim por uma decisão de negócio e de restrições regulatórias. A Microsoft está a implementar esta nova solução de forma gradual, testando-a em regiões selecionadas e garantindo que ela cumpre as leis locais, especialmente em mercados mais rigorosos como a UE.

Se quiserem instalar este programa, terão de usar um pequeno truque: configurar temporariamente o vosso PC dizendo que está, por exemplo, no Brasil, instalar o programa, e depois voltar a configurar o país como Portugal.

Para isso, terão de ir às Definições do Windows, selecionar no menu da barra lateral Hora e Idioma, depois Idioma e Região e, em Região, selecionar o País ou Região como Brasil.

Depois disso, fazer a instalação do PC Manager, seguindo os seguintes passos:

  1. Clique no menu Iniciar do Windows e procure por Microsoft Store (ou clique no ícone da loja na sua barra de tarefas).
  2. Na barra de pesquisa localizada no topo da loja, digite "Microsoft PC Manager" e carregue em Enter.
  3. Certifique-se de que a empresa responsável pelo programa é a Microsoft Corporation.
  4. Clique no botão "Obter" (ou "Instalar").
  5. O Windows fará o download e a instalação de forma 100% automática. Assim que terminar, basta clicar em "Abrir".
No final da instalação, não esquecer de voltar a definir o País ou Região como Portugal, seguindo os mesmos passos descritos acima.

Um outro método alternativo, que não vamos descrever aqui, passaria pela instalação manual através do site oficial da Microsoft.

Em resumo

Não tendo a maioria dos utilizadores conhecimentos suficientes para poder intervir nos aspetos críticos do funcionamento do Windows, é absolutamente recomendada a utilização de um destes programas de optimização automática, que deve ser executado com alguma regularidade, por exemplo mensalmente (ou sempre que se lembrarem...).