Apesar de não ser um tema de informática, gostaria de assinalar aqui o Dia Nacional das Universidades Seniores, que se celebra no próximo dia 29/Nov.
Nesse dia de 2016 o Conselho de Ministros reconheceu formalmente (resolução n.º 76/2016) as Universidades Seniores (US) como “respostas socioeducativas” que promovem o envelhecimento ativo, através de atividades nas áreas social, cultural, do conhecimento, convívio, lazer, entre outras.
O Dia das Universidades Seniores afirma-se assim como um momento de celebração e reconhecimento do ensino ao longo da vida, sublinhando a importância social, educativa e cultural das instituições dedicadas à formação de adultos em idade avançada. A sua criação teve como objetivo principal valorizar o papel das universidades seniores enquanto espaços de aprendizagem contínua, convivência, bem estar e participação cívica. Pretende também dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por professores, voluntários, dirigentes associativos e centenas de alunos que, ano após ano, demonstram que a educação não tem limite de idade.
A origem desta efeméride remonta ao crescimento do movimento das universidades seniores em Portugal, iniciado no final da década de noventa. Inspiradas em modelos europeus de educação sénior, estas instituições surgiram com a missão de combater o isolamento, promover o envelhecimento ativo e proporcionar novas oportunidades de desenvolvimento pessoal. Ao longo dos anos, o conceito expandiu se rapidamente, constituindo hoje uma rede diversificada de entidades que integram atividades académicas, culturais, tecnológicas e artísticas.
A criação de um dia dedicado às universidades seniores surgiu como resposta natural à consolidação deste movimento. Pretendeu se instituir uma ocasião que permitisse partilhar boas práticas, reforçar o sentimento de pertença e destacar publicamente o contributo destas organizações para a qualidade de vida da população sénior.
A evolução do Dia das Universidades Seniores tem acompanhado a transformação da própria realidade social. A esperança média de vida aumentou e o perfil das pessoas mais velhas tornou se mais ativo, o que confere maior relevância a projetos educativos concebidos para esta faixa etária. Esta comemoração contribui de modo significativo para sensibilizar a sociedade para a necessidade de promover políticas de envelhecimento ativo, estimulando simultaneamente as instituições a inovar e a manter uma oferta formativa diversificada e inclusiva.
Assim, o Dia das Universidades Seniores não é apenas uma data simbólica. Representa o reconhecimento público de que a aprendizagem contínua constitui um direito ao longo de toda a vida, reforçando a ideia de que o conhecimento, quando partilhado em comunidade, se torna um instrumento poderoso de participação social e de realização pessoal.
Este ano, o programa para o Dia Nacional das Universidades Seniores reparte-se entre o Porto e a Madeira, e inclui:
Um colóquio no Porto, em parceria com a Universidade Sénior Consuelo Vieira da Costa.
Visitas do presidente da RUTIS, Prof. Luís Jacob, a várias Universidades Seniores na Madeira.
Apresentação / divulgação do livro “Universidade Seniores Portuguesas: Educação, gerontologia e economia social”, escrito pelo presidente da RUTIS, Luís Jacob.
Uma declaração em vídeo da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Dra. Ana Godinho.
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