13 setembro 2025

O que fazer se perderem (ou roubarem) o vosso telemóvel Android?

Os telemóveis Android têm uma função 'Encontrar o meu dispositivo', que é extremamente útil nesta situação (os iPhone têm uma funcionalidade idêntica, mas aqui só vou detalhar o caso dos Android).

No caso de perda ou roubo, podem localizar e atuar sobre o vosso telemóvel de uma de duas formas: ou através da App 'Localizar o meu dispositivo', que ou já está instalada de base no vosso telemóvel ou pode ser descarregada a partir da Play Store, ou então através do site www.google.com/android/find. Sugiro que tentem entrar neste site para verem as funções disponíveis.

Uma vez selecionado o vosso dispositivo - pode ser o telemóvel, um tablet, outros dispositivos - aparece um mapa com a localização aproximada onde está o vosso dispositivo. Podem assim confirmar se está perdido em casa, esquecido dentro do carro, ou se já 'anda a voar' noutras mãos…

Reparem, no menu do lado esquerdo, que podem executar 3 ações:

  • Tocar som (por exemplo, para ver se está perdido dentro duma mala ou dum saco de compras em casa)
  • Proteger dispositivo (para impedir que acedam ao seu conteúdo, e torná-lo desinteressante para alguém que o tenha roubado)
  • Fazer uma reposição de fábrica do dispositivo (isto é limpá-lo completamente de todos os vossos dados)

Sugiro que experimentem, porque nunca sabem quando poderão necessitar.

Caixas automáticas: qual é a diferença entre ATM e Multibanco?

ATM e Multibanco: qual a diferença?

Para a maioria das pessoas ATM e Multibanco é comum, mas há uma diferença essencial: a cobrança de taxas de levantamento. É que no caso das ATM (Automatic Teller Machine) de redes estrangeiras, algumas operações bancárias tão banais como o levantamento de dinheiro podem ter comissões associadas. Tudo depende do cartão que utilizar.

Embora nos tenhamos habituado a tratar por “multibanco” qualquer caixa automática, a verdade é que nem todas são iguais. As diferenças entre as ATM e Multibanco estão não só nas entidades que as gerem, mas também nos públicos a quem se destinam e nas operações que permitem realizar.

ATM destina-se sobretudo aos turistas

Embora todos as possam utilizar, as caixas ATM são especialmente direcionadas para turistas. Não é por isso de estranhar que se encontrem nas maiores cidades do país e em locais como shoppings, aeroportos ou na proximidade de hotéis.

As ATM permitem realizar menos operações que as caixas Multibanco e são mais simples de utilizar. Essencialmente, o público estrangeiro utiliza estas caixas eletrónicas para levantar dinheiro.

Marcas diferentes

Gerida pela SIBS (Sociedade Interbancária de Serviços), a rede Multibanco é, sem dúvida, a mais conhecida entre os portugueses.

Mas há outras empresas a operar no país, como é o caso da Euronet Worldwide. Nascida na Hungria em 1994, a rede de ATM da Euronet é uma rede internacional de caixas eletrónicas. Por se tratar de uma oferta direcionada essencialmente a turistas, esta rede pretende facilitar a realização de operações bancárias utilizando contas estrangeiras.

Em Portugal, tem como concorrente direto a ATM Express, a rede da SIBS dedicada ao público estrangeiro.

Caixas Multibanco permitem mais operações

As ATM possibilitam normalmente três operações: transferências, pré-pagamentos, levantamentos e consulta de saldos.

Já as caixas Multibanco possibilitam outras operações como comprar bilhetes de transportes, fazer depósitos, pagamentos ao Estado, carregar telemóveis, pedir cheques, entre outras.

Comissões de levantamento em ATM

Uma das principais diferenças entre usar um ATM ou Multibanco para levantar dinheiro está nas taxas que lhe podem ser cobradas pela operação.

Ao contrário do que acontece na rede Multibanco, os levantamentos de dinheiro feitos num ATM de uma rede estrangeira podem implicar um custo extra.

Tal acontece quando o cartão bancário é simultaneamente de débito e de crédito, isto é, quando inclui as duas funções.

Na rede Multibanco, este tipo de cartão assume apenas a função de débito e a operação fica isenta de qualquer comissão. Mas no caso de recorrer a uma rede estrangeira, como por exemplo a Euronet, é ativada a função de crédito por defeito e o cliente fica sujeito ao pagamento de comissões.

No fundo é como se estivesse a pedir um adiantamento ao seu banco, sendo que este lhe vai cobrar uma taxa e comissão pelo respetivo crédito.

3 cuidados a ter para evitar comissões surpresa

  • Antes de levantar dinheiro, verifique se o seu cartão é apenas de débito ou tem também a função de crédito.

Ao utilizar um cartão dual (débito e crédito) numa caixa ATM, é a função de crédito que é assumida por defeito, ao contrário do que acontece num Multibanco, que assume a de débito. Se o cartão for apenas de débito, não lhe podem ser cobradas quaisquer comissões, independentemente da caixa automática que usar.

  • Confirme se o ATM é da rede Multibanco ou de uma rede estrangeira

Se usa um cartão com a dupla função de débito e crédito, o melhor é nunca fazer levantamentos em ATM de rede estrangeira ou terá de contar com o pagamento de comissões. Tendo hipótese de escolher, decida-se pela rede Multibanco.

  • Pague com cartão em vez de levantar dinheiro

Outra hipótese é evitar fazer levantamentos e pagar com o cartão, contornando assim o risco de lhe serem cobradas comissões por este tipo de operação. Mas, uma vez mais, se o cartão for dual também aqui há cuidados a ter.

Ao fazer um pagamento com este tipo de cartões num estabelecimento comercial é-lhe dada a opção de escolher entre a operação a débito ou a crédito. Essa informação surge normalmente no visor do terminal de pagamento automático, mas por desconhecer que tem um cartão dual, a pessoa pode acabar por fazer a compra a crédito, sem se aperceber. Assim, leia bem a informação que lhe aparece no ecrã do TPA e escolha uma das seguintes opções para débito: “Multibanco”, “VisaElectron” ou “Maestro”. Se tiver um cartão misto e selecionar as opções “Visa”, “Mastercard” ou “American Express”, estará a fazer o pagamento a crédito.

O Meu Bairro: Identificar e comunicar uma ocorrência no espaço público

Sabem que é possível, no concelho de Oeiras, identificar e comunicar ocorrências no espaço público tais como: buracos na via pública, árvores com necessidade de poda, necessidade de desinfestações, entre outras, através do site da Câmara?

Link para O Meu Bairro: oeirasinterativa.oeiras.pt/#/meubairro/home/meubairro

Nota: Para a comunicação de ocorrências é necessário efetuar previamente o registo de utilizador no site.


Análise competitiva dos preços de telecomunicações

A Digi entrou no mercado de telecomunicações português há mais de dez meses, a 4 de novembro de 2024. Com a chegada da Digi, a concorrência aumentou, assim como as reações dos concorrentes. 

A CNN Portugal, em parceria com a DECO PROteste, criou um barómetro mensal com o propósito de analisar o preço das cinco modalidades de pacotes mais contratadas pelos portugueses. São analisadas as propostas da Digi, MEO, NOS, Vodafone e das suas respetivas low-cost Uzo, Woo e Amigo.

O barómetro seguinte é referente aos preços publicitados a 1 de julho: share.google/rz5SN6FeVq9VXn3Dz

12 setembro 2025

Voltando ao tema da Limpeza do espaço Google - Gmail, Google Fotos e Google Drive

Encontrei um artigo que descreve muito bem esta situação e os passos a seguir para limpar as fotos e os emails que estão a contribuir mais para a ocupação do espaço. Segue exatamente a mesma abordagem que já tenho proposto a várias pessoas na minha aula. 

Podem ler esse artigo em clean.email/pt/clean-gmail-inbox.

A partir do ponto 5 desse artigo descreve e sugere uma outra abordagem complementar: a utilização de um programa (na realidade um serviço disponível na Internet), designado Clean Email, que tem uma série de ferramentas para facilitar esta tarefa. A quem tem o problema de um número elevado de emails sugiro vivamente a utilização de um programa especializado para o efeito. Se não conhecerem nenhum, usem esse.

Nota: Se quiserem experimentar esse programa, chamo a atenção para o facto de ele não estar disponível em português. Mas podem selecionar outra língua em vez do inglês, por exemplo francês ou espanhol, se se sentirem mais à vontade com uma dessas línguas.

Limite do armazenamento Google e o que fazer se o atingirmos

Tenho-me cruzado com muitos colegas da Nova Atena que usam o Gmail (cerca de 75% usa o Gmail como conta principal), e que estão a chegar ao limite do espaço de armazenamento disponível. Se atingirem esse limite, ficarão sem poder receber e enviar emails e sem poderem sincronizar as vossas fotos no Google Fotos.

Como calculam seria catastrófico se deixassem que isso acontecesse!

Qual é o limite de armazenamento Google, e o que acontece se o atingirmos

Os utilizadores do Gmail deverão ter sempre presente que a Google vos atribui inicialmente um espaço de armazenamento grátis 'na nuvem' de 15 GB (gigabytes). Esse espaço de armazenamento é usado fundamentalmente para 4 coisas:

  • Gmail
  • Google Fotos
  • Google Drive
  • cópia de segurança dos dados do WhatsApp

Para os 15 GB disponíveis são contabilizadas essas 4 utilizações. Como penso que poucos de vós utilizarão o Drive (quem quiser saber mais fale comigo), vamos, de momento deixar de lado o tema do WhatsApp (voltaremos a ele mais tarde), e vamos, para já, concentrar a nossa atenção no Gmail e nas Fotos. Como disse anteriormente, se o limite de 15 GB for atingido, ficam sem poder receber e enviar emails e sem poderem sincronizar as vossas fotos no Google Fotos, o que é desastroso…

Como saber se já se atingiu o limite de 15 GB do Google?

Esta é muito simples: se já atingiram esse limite, ou se já estão próximos, já começaram a receber mensagens da Google a sugerir que comprem espaço adicional. Se estiverem nessa situação, têm que atuar sem perder tempo e, por isso, sugiro que entrem em contacto comigo com brevidade.

Se ainda não receberam nenhuma mensagem desse tipo, é porque ainda não atingiram esse limite. Mas, atenção, ainda não estão livres de cuidados, porque podem já estar muito próximo disso sem se terem apercebido até agora.

Para saber qual a vossa situação, a forma mais simples é irem ao Gmail no vosso computador (no telemóvel é mais complicado). No Gmail, acedem à Caixa de Entrada, e têm a lista dos emails recebidos. Se forem até ao fim dessa lista, no fim de tudo, aparece uma mensagem a dizer 'x GB de 15 GB utilizados'. Se esse x já estiver perto de 15, estão com um problema!

Mas o que é que está a usar esses x GB? Carreguem nessa frase, ou no símbolo com um quadrado com uma seta na diagonal, logo à frente, e abre-se um novo separador, com uma explicação mais detalhada de como estão a usar o vosso espaço de 15 GB.

Podem ver uma barra com cores, em que as várias cores representam a utilização pelo Google Drive, pelo Gmail, pelo Google Fotos, e outras utilizações como a cópia de segurança do WhatsApp.

Vejam qual é a vossa situação e, se estiverem em perigo, contactem-me.

O que fazer quando já se atingiu o limite dos 15 GB do Google (ou se está próximo disso)?

Nesta situação, a primeira coisa a fazer é ver se é possível apagar dados que estejam a ocupar espaço mas já não sejam necessários. E que dados são esses? Como disse atrás, são sobretudo emails e fotografias. Os emails propriamente ditos (texto) não ocupam muito espaço. O que ocupa mais espaço são os anexos que vêm com alguns desses emails, em particular vídeos, documentos PDF ou apresentações Powerpoint. É nesses emails que vale a pena focar a vossa atenção. Se não sabem como fazer, entrem em contacto comigo (e apareçam na aulas).

No que diz respeito ao Google Fotos, é simples: é apagar as fotos que já não vos interessam (por vezes deixamos acumular muitas fotos quase duplicadas - é tão fácil carregar no botão, e não se pensa mais nisso… - mas sobretudo os vídeos, que é o que ocupa mais espaço. Basta um pouco de coragem, e muito 'trabalho de sapa'...

E se já não houver mais nada de relevante que possa apagar?

Se já apagaram tudo o que havia para apagar, e ainda assim o problema subsiste, então, nesse caso, a solução é comprar espaço de armazenamento Google adicional. E não é muito caro: por exemplo, 100 GB custam 19,99€/ano, passe a publicidade… Se é esse o vosso caso, e tiverem dúvidas como fazer, digam-me e eu ajudo.

Nota: Estes 100 GB podem ser partilhados por várias pessoas de um agregado familiar, até um máximo de 5. Ou seja, se o vosso marido ou a vossa esposa, estiverem com o mesmo problema, basta fazer uma única aquisição desse espaço adicional, e os 100 GB podem ser usados pelos 2.

Google One: ferramenta oficial para gestão do espaço Google

Ainda sobre o espaço de armazenamento do Google, vou partilhar uma última informação, que penso que é bastante útil. Tinha referido anteriormente uma forma de ver o espaço usado, indo até ao fim da página das mensagens de e-mail do Gmail.

Outra forma, mais profissional, de o fazer é usar o Google One. Para isso, no vosso browser vão diretamente ao site one.google.com. Nessa página, no menu apresentado à esquerda, selecionem 'Armazenamento'. Agora, nesta nova página, podem ver a tal barra que mostra o vosso consumo dos 15 GB de espaço grátis.

Se andarem um pouco mais para baixo, vão encontrar uma caixa com o título 'Recupere o seu espaço'. Nessa caixa, carreguem em 'Libertar espaço de armazenamento de conta'.

Entram numa página que vos ajuda a limpar os vários componentes de utilização da vossa conta Google, por categorias. Com cuidado, para não apagarem nada que não devessem ou quisessem, podem aí fazer alguma limpeza de ficheiros, e-mails, vídeos e fotos desnecessários.

SPIN: Como fazer transferências com o número de telemóvel?

Durante o ano de 2024 entraram em vigor duas funcionalidades que vieram facilitar muito a vida dos clientes bancários: a confirmação de beneficiários singulares (aparecendo automaticamente o nome do beneficiário associado ao IBAN que insere numa transferência), e esta funcionalidade, com o nome de SPIN, que permite fazer transferências usando apenas o número de telemóvel em vez do IBAN.

SPIN: Transferências mais simples

Na prática, quando quiser fazer uma transferência para um familiar, amigo ou outro particular, se optar por usar o SPIN, já não precisa de indicar o IBAN, que costuma ser um número complexo de memorizar. Apenas tem de indicar o número de telemóvel de quem vai receber o dinheiro e efetua a transferência.

Existem custos associados?

Não. O SPIN está disponível de forma totalmente gratuita para todos os utilizadores de pagamento quando fazem transferências, a crédito ou imediatas. Esta funcionalidade é gratuita nos diferentes canais dos prestadores de serviços de pagamentos, sejam estes remotos (como homebanking ou aplicações móveis) ou em canais presenciais, como por exemplo os balcões das várias entidades.

Quais as diferenças entre o SPIN e o MBWay?

No fundo, pequenos pormenores. Desde que surgiu o MBWay que é possível enviar ou receber dinheiro através de transferências usando o número de telemóvel do beneficiário. No entanto, o MBWay é uma funcionalidade disponibilizada pela SIBS, detida pelos maiores bancos, sendo que estas transferências são feitas com base no cartão de pagamento da marca MB.

Já o SPIN tem a mesma funcionalidade, mas é mais abrangente, pois as transferências baseiam-se em contas de pagamento. Além disso, o SPIN abre portas a transferências mais simples quando quer fazer pagamentos a empresas, usando o NPIC em vez do IBAN.

Como é que se utiliza esta nova funcionalidade?

Utilizar o SPIN não vai ser um bicho de sete cabeças, embora no início possam existir algumas dúvidas sobre esta funcionalidade. 

Para fazer uma transferência bancária com recurso ao número de telemóvel (ou ao NIPC) não tem de fazer qualquer adesão ao serviço SPIN.

No entanto, se quiser receber transferências na sua conta através do SPIN, precisa de previamente aderir ao serviço e ter o seu número de telemóvel previamente associado ao IBAN da sua conta. 

É possível associar mais do que um número de telefone a uma conta, desde que esta seja, por exemplo, uma conta de casal. Contudo, não pode ter o mesmo número de terefone associado a mais do que uma conta bancária, pois, nesse caso, não seria possivel identificar a conta destino de uma transferência.

Como se faz uma transferência SPIN para outro particular?

Quando quiser fazer uma transferência, em primeiro lugar tem de assegurar que a pessoa para a qual vai transferir dinheiro tem o número de telemóvel associado à conta bancária.

Se a pessoa já tiver feito este procedimento, basta entrar no canal do banco, seja por homebanking ou pela app, e introduzir o número de telefone da pessoa para a qual quer transferir dinheiro. 

Antes de dar a autorização final, confirme o nome do titular da conta para o qual quer transferir dinheiro. Se estiver tudo correto, confirme a operação e esta é concluída com sucesso.

Em resumo, os 3 passos são:

  • Aceder ao canal e selecionar a opção “Transferir com SPIN“
  • Digitar o número de telemóvel ou NIPC do beneficiário
  • Confirmar o nome do 1º titular da conta e prosseguir com a operação

Partilha de despesas de viagem em grupo

Já lhe aconteceu estar de férias com um amigo (ou com um casal ou grupo de amigos), em que todos vão alternadamente pagando despesas, e ao fim de algum tempo já não sabem quem deve quanto a quem? E, mesmo que tenham registado devidamente todas as despesas, como efetuar a correta distribuição por todos os participantes? E se nem todos participaram em todas as atividades? Se calhar um dos casais decidiu ir fazer compras aproveitando a hora em que os outros decidiram ir almoçar. Ou uns que foram passear enquanto outros foram beber umas cervejas? E um casal que tem um filho enquanto que os restantes vão sozinhos? Como refletir todas essas variáveis nas contas finais? E, quanto maior o grupo, mais difícil o problema...

Gostariam de uma aplicação de telemóvel que fizesse esse registo e que resumisse, no final da viagem, quem tem que pagar quanto a quem para saldarem as contas?

Há várias aplicações de telemóvel para esta finalidade, mas recomendo o SettleUp, que é o que eu uso. Pode ser descarregado da Play Store.

Ctrl+Alt+Del - Conhece este atalho?

Provavelmente já ouviram, ou mesmo usaram, o atalho Ctrl+Alt+Del, usado normalmente para chamar o Gestor de Tarefas, por exemplo para 'matar à força' um programa que encravou e teima em não se deixar terminar.

Apesar de este atalho ser muito útil e muito popular, esteve para não existir. Na verdade não passa de um erro, segundo o próprio Bill Gates admitiu, há 12 anos atrás, numa entrevista para a Universidade de Harvard.

Na verdade, a ideia original da Microsoft era que essa função fosse ativada apenas com uma tecla, por forma a facilitar o seu uso. No entanto, os engenheiros da IBM responsáveis pelo desenho dos teclados opuseram-se à proposta, e insistiram na criação daquela combinação tripla de teclas.

Essa decisão, que veio a prevalecer, visava garantir que o comando fosse difícil de ser acionado acidentalmente, especialmente ao lidar com funções críticas do sistema, como o login ou a terminação de processos.

Durante a sua palestra em Harvard, Gates admitiu que essa escolha, do seu ponto de vista, estava errada, e que nunca teve a intenção tornar essa combinação assim tão complicada.

Ainda assim, o resultado final desse confronto de perspectivas acabou por se tornar um dos atalhos mais icónicos e conhecidos do Windows.

Ironia ou não, o Ctrl+Alt+Del continua firme até hoje, após décadas de utilização, provando que, às vezes, até os erros podem deixar uma marca histórica.

Inteligência Artificial: Principais plataformas em 2025

A forma como procuramos respostas na Internet e executamos tarefas diárias mudou radicalmente com a evolução das inteligências artificiais. Ferramentas como o ChatGPT, Gemini, Copilot, Claude e Perplexity tornaram-se assistentes digitais indispensáveis, cada uma com vantagens únicas.

Fazemos seguidamente uma apresentação sumária das principais plataformas de IA em 2025.

ChatGPT

Desde o seu lançamento, o ChatGPT rapidamente se afirmou como uma das ferramentas de IA mais completas. Capaz de escrever textos, programar, traduzir e até analisar imagens e dados, destaca-se pela sua versatilidade. Em 2024, ganhou novas funcionalidades como o acesso à internet em tempo real, visão computacional e análise de ficheiros, o que o tornou ainda mais útil para o dia a dia.

Google Gemini

Integrado nas ferramentas do Google, o Gemini oferece acesso imediato a dados atualizados e integração total com apps como Google Docs e Gmail. A sua capacidade multimodal permite compreender texto, imagens e vídeos, oferecendo respostas ricas e bem estruturadas.

Microsoft Copilot

O Copilot é pensado para maximizar a produtividade dentro do ecossistema Microsoft. Integrado no Word, Excel, Outlook e Teams, automatiza tarefas como resumos de reuniões, redação de emails e criação de apresentações.

Perplexity AI

O Perplexity diferencia-se pelo foco na pesquisa factual, oferecendo respostas baseadas em fontes online em tempo real e com as devidas referências. É perfeito para quem procura rapidez e fiabilidade na obtenção de dados.

Claude

O Claude destaca-se pelo enorme alcance de contexto, conseguindo lidar com documentos extensos e manter a coerência das respostas. Apresenta respostas claras, objetivas e cuidadosamente equilibradas em termos de ética e precisão.

Outras Plataformas em Destaque

  • Meta AI (LlaMA): Integrada nas redes sociais como WhatsApp e Instagram, oferece assistência prática no contexto social.
  • X Grok (xAI): Integrado na rede X (Twitter), destaca-se pela resposta rápida e estilo direto, ideal para temas do momento.

Guia prático: como tirar o máximo proveito da IA

Como criar bons prompts:
  • Seja claro e direto: Defina exatamente o que procura na sua pergunta
  • Dê contexto: Quanto mais detalhes fornecer, melhor a resposta
  • Divida tarefas complexas: Pergunte por etapas para resultados mais eficazes
  • Indique o formato desejado: Peça respostas em lista, parágrafos curtos ou outros formatos
  • Reveja e melhore: Ajuste os pedidos conforme a resposta recebida

Como usar o ChatGPT em casa: tarefas, menus e listas de compras

Hoje em dia já todos ouviram falar do ChatGPT (e do Copilot e do Gemini), e já nos fomos habituando a usar estes programas para responderem a questões que não se resolvem facilmente com uma simples pesquisa no Google Search...

Mas que tal usarmos estes programas para nos ajudarem a simplificar o nosso dia-a-dia em tarefas do quotidiano tais como planear menus, organizar tarefas ou criar listas de compras?

Como é que o ChatGPT nos pode ajudar no dia-a-dia?

Planeamento de menus

Peça sugestões como:

  • “Sugere-me um jantar para surpreender amigos”“Como posso variar os almoços durante a semana?”
  • “Cria um menu semanal vegetariano”
  • “Sugere refeições para uma dieta baixa em hidratos de carbono”“Tenho ovos, cogumelos e arroz. Que receita posso fazer?”“Como posso aproveitar sobras de frango assado?"

Gestão de compras

Pode, por exemplo, pedir:

  • “Cria uma lista de compras para 5 jantares e 2 almoços”
  • “Quais são os produtos para pequenos-almoços saudáveis?”
  • “Sugere uma lista económica para refeições de uma semana”
  • “Ajuda-me a prioritizar produtos indispensáveis para um orçamento limitado”
  • “Organiza a lista de compras por secções do supermercado” Exemplo: Frutas: maçãs, tomates. Laticínios: leite, queijo.

Organizar as tarefas diárias

Experimente pedir:

  • “Cria uma lista de tarefas para uma limpeza profunda da casa”
  • “Ajuda-me a planear um dia de arrumações antes das férias”
  • “Sugere como dividir tarefas entre 3 pessoas”
  • “Tarefas semanais para crianças de 8 a 12 anos”
  • “Como limpar vidros sem manchas?” 

O ChatGPT é muito mais do que uma ferramenta digital; como veem pode ser um verdadeiro aliado para simplificar o dia-a-dia e tornar a gestão da casa mais eficiente. Experimentem!

Para os amantes de fotografia: GIMP

O GIMP é um programa sofisticado (não é para iniciados!) de edição de fotografias, comparável com o conhecido Photoshop. Só que, ao contrário daquele, é totalmente grátis. 

Mais informação em: https://www.pcguia.pt/2025/03/ao-fim-de-sete-anos-de-desenvolvimento-finalmente-chegou-o-gimp-3-0/

11 setembro 2025

Comunicações móveis em 'Roaming'

Quando estamos em viagem no estrangeiro, não temos nesses países antenas do nosso fornecedor de serviços em Portugal. Assim, os nossos telemóveis têm de comunicar recorrendo às antenas dos operadores desses países, e esses operadores fazem-se pagar pela utilização das suas redes. É a isso que se chama roaming: estar a comunicar através das redes e outros operadores, que depois encaminham as chamadas para o nosso fornecedor local e cobram esse serviço.

Europa

Desde 15 de junho de 2017, após anos de negociações e de alguma resistência por parte do sector das telecomunicações, as comunicações moveis na União Europeia deixaram de ser um problema, uma vez que o 'roaming' passou a ter os preços locais do país de origem. Ou seja, pagamos o mesmo, tanto por chamadas telefónicas como por acesso à Internet do que pagaríamos se estivéssemos em Portugal.

Assim, podemos fazer é receber chamadas, e basta mantermos os dados móveis ligados nesses países e o problema da Internet está também resolvido.

O mesmo acontece se viajarmos no Espaço Económico Europeu, que inclui países como o Liechtenstein, Noruega, Islândia, Gibraltar e, por exemplo, Reunião e Caraíbas Francesas.

No entanto, não se esqueçam que União Europeia não é Europa! A Suíça, Andorra e o Mónaco não fazem parte da UE e aí os custos do roaming são elevados. E, portanto, aí temos de ir à procura de outras soluções...

Por outro lado, apesar de ter saído da UE, o Reino Unido aderiu a este acordo europeu, e o roaming aí tem também os mesmos custos que em Portugal.

Notem, no entanto, que, apesar de os custos serem os mesmos que em Portugal, continuam sujeitos aos limites do vosso contrato. Por exemplo, se excederem o limite de dados previsto no vosso pacote, serão faturados pelos dados consumidos adicionalmente...

O artigo seguinte faz uma boa descrição da situação atual: tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/artigos/roam-like-at-home-tarifas-de-roaming-na-uniao-europeia-acabaram-ha-8-anos-o-que-mudou

Fora da Europa

E fora da UE e Reino Unido? Aí, a maioria de nós desliga os dados móveis, para não aceder à Internet, desliga também o roaming, para não se distrair e fazer ou atender chamadas ou enviar SMS, e usamos a internet apenas quando chegamos ao hotel, ou estamos nalgum outro lugar público com Wi-Fi grátis.

Pacotes de roaming internacional (dos operadores nacionais)

Outra alternativa é contratar um pacote de Roaming internacional com o vosso operador local. Tanto quanto sei, apenas a MEO e a Vodafone têm ofertas desse tipo.

Cartões SIM de operadores locais (do país destino)

Claro que existe outra possibilidade: uma vez chegados ao país destino, comprarmos localmente um pacote de comunicações de um operador local. Adquirimos um cartão SIM desse operador, substituímos o nosso cartão SIM por esse (alguns telemóveis, poucos, permitem ter 2 SIM simultaneamente), e passamos a usar esse cartão. Mas, convenhamos, é pouco prático termos de ir à procura de uma loja local de telecomunicações para tratar disso…

A solução eSIM

Felizmente, hoje existe outra solução: o eSIM, suportados por muitos telemóveis mais recentes. O eSIM é um 'cartão SIM virtual' eletrónico, que se carrega no telemóvel por configuração, e não fisicamente. Esse cartão eSIM pode ser contratado e configurado antecipadamente, antes da viagem, e é ativado quando da primeira utilização quando se chega ao destino. A boa notícia, para além da facilidade, é que é *muito barato*. Por exemplo, comunicações Internet para 1 semana, com 1 GB de dados, custa menos de 5€. 2 semanas, com 2 GB, menos de 10€. Só permitem acesso à Internet, não fazer chamadas ou enviar SMS, mas temos o WhatsApp (e outros programas) para isso.

Tenho usado estes serviços recentemente e são muito práticos. Tenho que confessar que, por vezes, a configuração não é à primeira (penso que nos iPhone é mais automático, porque o IOS é sempre igual, enquanto que nos Android as configurações são sempre um pouco diferentes duns para os outros), e nesses casos é preciso contactar a linha de apoio deles mas, depois de configurado, é uma solução excelente e barata.

Deixo-vos com outro artigo interessante da DECO, apenas com uma imprecisão: um eSIM não se compra no destino, como dizem no artigo, mas sim antes de chegar ao país destino, normalmente ainda no nosso país...

www.deco.proteste.pt/casa-energia/tarifarios-tv-net-telefone/noticias/roaming-quanto-custa-usar-telemovel-estrangeiro



Passkeys vs. Passwords

Temos já falado bastante de gestão de passwords, de não devermos usar a mesma password para diferentes sites/aplicações, de devermos usar passwords fortes (sugeridas pelo gestor de passwords), de usarmos o gestor de passwords do 'browser' ou de um programa gestor de passwords externo (1Password, Bitwarden, LastPass, NordPass ou outro).

Mas o que é um facto é que, apesar destas ajudas, gerir as passwords ainda continua a ser uma maçada, e a ser alvo de ataque de entidades maldosas, por exemplo por 'phishing' ou 'smishing', para tentar roubar as nossas credenciais de acesso.

Por tudo isto, foi criada uma associação, designada 'FIDO Alliance', que pretende promover a progressiva substituição da utilização de passwords por passkeys.

O que são as passkeys?

As passkeys, também conhecidas como chaves de acesso são atualmente a forma mais segura de protegermos as nossas contas e aplicações. As passkeys são credenciais digitais únicas, ligadas diretamente ao dispositivo do utilizador. Estamos a falar concretamente do recurso aos dados biométricos como o reconhecimento facial ou a impressão digital (é também possível substituir por um PIN, mas é muito menos seguro que as opções anteriores).

Com as chaves de acesso, deixa de ser preciso inserir nomes de utilizador e passwords. As chaves de acesso foram concebidas para serem mais convenientes do que ter que recordar e digitar passwords.

Por oposição ao que acontece com as passwords, as passkeys não são suscetíveis de serem roubadas (nem esquecidas). Além disso, também são resistentes a ataques de phishing, já que não podem ser introduzidas manualmente em sites falsos nem transferidas para terceiros.

Como se regista uma passkey?

O processo de registo da chave de acesso ocorre normalmente no momento em que acedemos, com o método de autenticação tradicional, a password, a uma conta de um serviço online que já permite passkeys. Nesse momento, esse site anuncia que tem essa possibilidade e sugere que a utilizemos. Se dissermos que sim, é-nos pedido que desbloqueemos o nosso telemóvel quando solicitado. A passkey é guardada no gestor de passwords (também conhecido por gestor de credenciais), o do 'browser' ou um outro que tenhamos instalado.

Entrar num serviço online com uma passkey

Quando tentamos aceder a um serviço online, é-nos simplesmente pedido para desbloquearmos o telemóvel usando os dados biométricos (face ou impressão digital), um PIN ou um padrão. Após essa verificação, somos automaticamente ligados à nossa conta online. Sem passwords!

Resumo

Apesar da simplicidade e segurança desta opção, o grande problema é que 70% dos utilizadores ainda não a utilizam, seja por desconhecimento ou por despreocupação, e continuam 'presos' ao método tradicional das passwords.

Receitas médicas por mensagem valem para o IRS?

Desde há algum tempo que nos habituámos a receber as receitas médicas do SNS no telemóvel, através de mensagens SMS. Mas sabe como inscrevê-la no e-Fatura para a deduzir no IRS? E como identificar os produtos de saúde que essa receita contém?

Como registar

O primeiro passo é entrar no portal das Finanças com as credenciais de acesso de cada um dos membros do agregado familiar e consultar o que deduziu das despesas emitidas com o seu número de identificação fiscal, incluindo as despesas de saúde.

Confirme que todos os produtos de saúde, mesmo aqueles que forem taxados com IVA a 23% (ou seja, os que não são comparticipados), estão incluídos nas receitas que são emitidas em seu nome, pois essa é a única forma de os conseguir encaixar na categoria das despesas de saúde.

Como saber a que se refere a receita

As prescrições recebidas diretamente por mensagem para o telemóvel não discriminam os medicamentos (ou outros produtos) a que a receita se refere.

Para saber o que contém a receita, temos que recorrer à app SNS24 ou ao portal SNS24 (ou à guia de tratamento que tenha recebido por e-mail) e verificar de que produtos de saúde se trata. Os produtos de saúde assim taxados só são dedutíveis como despesas de saúde se forem associados a receita médica e se o estabelecimento onde os comprámos tiver CAE (classificação de atividades económicas) na área da saúde. Se não os associar no e-Fatura, caem na categoria das despesas gerais familiares, onde incide a maioria das despesas de um agregado familiar, perdendo a oportunidade de tirar partido da rubrica de Despesas de Saúde.

Nota: Os estabelecimentos com CAE na área da saúde são aqueles que têm atividade de saúde humana ou que estão registados nos grupos de comércio a retalho de produtos farmacêuticos, produtos médicos e ortopédicos, ou de material ótico.

Faturas dos supermercados

Se comprar produtos de saúde num supermercado, em conjunto com outros produtos, e o mesmo tiver CAE na área da saúde, sugerimos que peça fatura dos primeiros em separado. Nada obsta a que uma receita emitida por SMS permita a elegibilidade desses produtos para efeitos da categoria de saúde.

Como fazer publicações (posts) nas redes sociais com diferentes tipos de letra

Já vimos, em tempos, que se no WhatsApp se podem escrever textos com palavras ou frases destacados em negrito (bold) ou em itálico, envolvendo essas frases com os símbolos * e _, respetivamente.

Mas que tal 𝓮𝓼𝓬𝓻𝓮𝓿𝓮𝓻 𝓷𝓮𝓼𝓽𝓮 𝓽𝓲𝓹𝓸 𝓭𝓮 𝓵𝓮𝓽𝓻𝓪, 𝖔𝖚 𝖓𝖊𝖘𝖙𝖊, 𝕠𝕦 𝕒𝕚𝕟𝕕𝕒 𝕟𝕖𝕤𝕥𝕖?

Para fazer isto, usa-se uma técnica designada Unicode. E para tornar tudo mais simples, basta ir a um site na net, como o yaytext.com, escrever a palavra ou frase que quiserem, e selecionar o formato pretendido.

Podem até escrever em código Morse ( -·-· --- -·· ·· --· ---     -- --- ·-· ··· · , para quem sabe). Vão ao site lingojam.com e divirtam-se!

丂㠪 冋凵㠪尺㠪从 丂刄马㠪尺 从刄エ丂 十尺凵冋凵㠪丂 冂㠪丂十㠪丂, 几ã囗 尸㠪尺匸刄从 刄丂 从エ几卅刄丂 刄凵乚刄丂.

IA no WhatsApp

Alguns de vocês já devem ter reparado que, desde há algum tempo, vos aparece um pequeno círculo azul no vosso WhatsApp (apenas no telemóvel). Esse símbolo permite aceder a funções de IA (Inteligência Artificial) diretamente no WhatsApp, sem ter de sair para chamar outro programa como o ChatGPT, o Copilot ou o Gemini, para citar os mais comuns. Neste caso, usarão a IA da própria Meta (a dona do WhatsApp, do Facebook e do Instagram), designada Meta AI.

O que é a Meta AI?

A Meta AI é um assistente virtual baseado em inteligência artificial (IA) e que foi desenvolvido pela Meta e integrado em aplicações de mensagens, como o WhatsApp. Permite aos utilizadores interagir com um chatbot inteligente para:
  • obter informações
  • pedir ajuda
  • receber sugestões em tempo real
A Meta AI é semelhante a outros chatbots de IA, como o ChatGPT, mas está integrada nos serviços da Meta, o que permite, pelo menos segundo a empresa, oferecer respostas rápidas, conselhos úteis e ideias de forma natural, como se o utilizador estivesse a falar com um amigo especialista. Estará disponível no WhatsApp, Instagram, Facebook e Messenger.

Como usar a Meta AI?

Para usarem a Meta AI, basta carregarem no tal círculo azul, e podem começar a colocar as vossas questões.

O que posso fazer com a Meta AI?

À semelhança dos outros chatbots que já conhecemos - ChatGPT, Copilot, Gemini, etc - a Meta AI permite:
  • colocar questões sobre qualquer tema
  • pedir conselhos
  • traduzir textos
  • resumir informações
  • gerar ideias
  • obter explicações sobre conceitos complexos
Além disso, pode ajudar a redigir mensagens, esclarecer dúvidas ortográficas ou sugerir imagens e conteúdos com base no quer enviar.

É possível remover a Meta AI do WhatsApp?

Atualmente, não é possível remover ou desativar por completo a Meta AI do WhatsApp. O ícone continuará visível mesmo que não o utilize. Contudo, é importante lembrar que a Meta AI não pode ler as suas mensagens privadas.

Se não desejar interagir com o assistente, basta ignorar a Meta AI, ou seja, não carregar no tal círculo azul.

10 setembro 2025

Como renovar o Cartão de Cidadão no smartphone

Sabia que pode renovar o cartão de cidadão, de forma rápida e simples, usando a app gov.pt no seu smartphone.

De notar que só pode renovar o Cartão do Cidadão online se tiver cidadania portuguesa, 25 anos ou mais, o cartão tiver validade de 5 anos e por um dos seguintes motivos:

  • Fim da validade do cartão

Pode pedir a renovação a partir de 6 meses antes do fim da validade ou se o cartão tiver expirado há menos de 30 dias

  • Perda, danos, roubo ou furto do cartão

Neste caso, antes de avançar para o pedido de renovação, tem de cancelar o cartão atual

Depois de chamar a aplicação gov.pt, para aceder à opção de renovação, basta abrir o Cartão do Cidadão e depois escolher a opção Renovar Cartão de Cidadão.


A gov.pt é a app oficial da administração pública portuguesa que dá acesso a vários serviços de identidade digital, autenticação e assinatura digital. Entre outros, permite registar os seguintes cartões:

  • Cartão de cidadão 
  • Carta de condução
  • Documento Único Automóvel (livrete)
  • Seguro Automóvel
  • ADSE
  • Saúda

A história da Internet

Se nos perguntassem quem inventou o pára-raios, a lâmpada, o telefone ou a radio, responderiamos com facilidade Benjamin Franklin, Thomas Edison, Alexander Graham Bell e Guglielmo Marconi. Mas quem inventou a Internet? Essa é uma pergunta que não tem uma resposta fácil.

A origem da Internet

A Internet surgiu de uma necessidade do tempo da Guerra Fria, um tempo em que os Estados Unidos estavam totalmente empenhados em manter e desenvolver a sua liderança tecnológica (com fins militares). E, para esse esforço, a contribuição da investigação das universidades era determinante.

Acontece que as universidades dos EUA tinham os melhores computadores do mundo, mas as pesquisas patrocinadas pelo Pentágono avançavam devagar pelo facto de esses computadores estarem isolados. A interligação (do inglês: internetworking, abreviado como internet) desses computadores era um problema sério, para cuja resolução o governo decidiu atribuir verbas públicas.

Foi desta conjugação de esforços que veio nascer a Internet, ainda que numa versão inicial bastante diferente daquilo que hoje conhecemos.

A Partir de 1966, a agência governamental DARPA começou a financiar universidades para que desenvolvessem soluções para o problema da internet. Esse incentivo estatal  veio a dar origem a protocolos e normas fundamentais como o TCP/IP, UDP, Telnet, e o e-mail, entre outros. O setor privado também não ficou de fora desta iniciativa. Em resposta a esse desafio de desenvolvimento de produtos para redes, as empresas também contribuíram com standards decisivos como o Ethernet (Xerox, Intel e Digital Equipment Corporation - DEC) ou o Spanning Tree Protocol (Digital Equipment Corporation - DEC).

Todas essas tecnologias reunidas permitiram a formação de uma rede mundial de computadores e seu nome de batismo foi precisamente Internet (agora já com “I” maiúsculo), que em português poderíamos traduzir por inter-rede. Para compreendermos  importância de tudo isto, pensemos que o Ethernet e o TCP/IP, que permitiram tudo isto, foram criados em 1973 e 1974, respectivamente. Agora pensem nisto: que outra tecnologia de informação usamos hoje que também tenha já mais de 50 anos?

Essa longevidade só foi possível porque , naquela altura, não houve exatamente uma mentalidade comercial por parte dos seus criadores, mas sim uma perspetiva científica e puramente criativa. Tudo foi feito para ser bom, barato e duradouro. 

Um exemplo, do nosso dia a dia, de tudo isto é o email (SMTP), de 1982. Todos os nossos computadores (e telemóveis e tablets) têm programas para o usar. Cada um de nós pode escolher livremente qual a empresa que nos fornece esse serviço - Google, Hotmail, Yahoo, Sapo, etc - assim como qual o programa que queremos usar para aceder a esse serviço - Gmail, Outlook, Thunderbird, etc - e temos a certeza de que tudo funciona. As nossas mensagens chegam a todos os destinatários, mesmo que usem o serviço de um concorrente do nosso fornecedor. Que outros produtos ou serviços conhecem que tenham esta interoperabilidade? Por exemplo, o Whatsapp só permite enviar e receber mensagens de outro utilizador WhatsApp. O Messenger só permite enviar mensagens para outros utilizadores de Messenger. O mesmo para o Telegram. Isso acontece porque esses serviços já foram desenvolvidos com base em normas e objetivos comerciais e não em standards abertos, partilhados entre todos, como foi o caso da Internet.

Uma história interessante que ilustra o que foi dito atras é a seguinte. Em 1989 dois engenheiros de empresas rivais, Lougheed da Cisco e Rekhter da IBM, almoçavam juntos num dos intervalos da conferência IETF (Internet Engineering Task Force). Desse encontro ficaram para a história dois guardanapos de papel usados durante o almoço.

internet-ayub.jpg
Nesses guardanapos está rascunhado o Border Gateway Protocol (BGP), um protocolo fundamental do funcionamento da Internet. Lougheed e Rekhter não ficaram ricos com essa invenção, ela é um padrão aberto que qualquer fabricante pode usar sem ter de pagar direitos de autor, o mesmo acontecendo com todos os demais protocolos usados na Internet.

Atualmente, os novos protocolos e produtos desenvolvidos já têm o seu berço no setor privado, sem a interoperabilidade e a longevidade de outrora. A incubadora que permitiu desenvolver a Internet já não existe nos dias de hoje, foi um momento único na História. A Internet nasceu na Guerra Fria, unindo governo, universidades e empresas. Hoje, quase totalmente entregue a interesses comerciais, a Internet enfrenta desafios que ameaçam a sua liberdade e interoperabilidade.


Mas a história da Internet, tal como a conhecemos hoje, não estaria completa sem abordarmos dois componentes fundamentais: a World Wide Web (WWW) e o browser. A história da WWW e do browser são inseparáveis, pois uma não existiria, da forma que a conhecemos, sem a outra. A WWW é o sistema de informação, e o browser é a ferramenta que nos permite utilizá-lo de forma simples.

A Criação da World Wide Web (WWW)

A história da WWW começa em 1989, no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), na Suíça. O físico britânico Tim Berners-Lee trabalhava num projeto para ajudar os cientistas a partilhar informações de forma mais fácil. Na época, os computadores e as redes (a Internet) existiam, mas a informação em si ficava guardada em máquinas individuais. Berners-Lee queria criar um sistema onde documentos de texto pudessem ser interligados e acedidos por qualquer pessoa, em qualquer lugar.

A sua proposta inicial, intitulada "Information Management: A Proposal", foi vista com ceticismo. No entanto, ele persistiu e, em 1990, desenvolveu os três pilares fundamentais da Web:

  • HTML (HyperText Markup Language): A linguagem para criar as páginas e associar textos (hyperlinks)
  • URI (Uniform Resource Identifier): O endereço único para cada página (hoje conhecido como URL)
  • HTTP (HyperText Transfer Protocol): O protocolo que permite a comunicação entre o servidor e o computador do utilizador

No final de 1990, Berners-Lee lançou o primeiro site do mundo, no qual explicava a própria World Wide Web. Em 1991, ele disponibilizou publicamente o código da Web, sem patentes ou royalties, garantindo desse modo que ela pudesse crescer livremente.

Esta World Wide Web, assim disponibilizada a toda a gente, é aquilo a que vulgarmente chamamos hoje de Internet.

O Nascimento do Browser

Mas o puzzle ainda não estava completo. Para aceder à WWW, era preciso um programa específico para esse efeito. Tim Berners-Lee criou assim o primeiro navegador e editor de páginas da história, chamado simplesmente "WorldWideWeb". Embora funcional para os investigadores do CERN e universitários, não era fácil de utilizar pelo grande público.

O ponto de viragem ocorreu em 1993, com o lançamento do Mosaic. Criado por Marc Andreessen no National Center for Supercomputing Applications (NCSA), o Mosaic foi o primeiro navegador popular da Internet, cuja principal inovação era a capacidade de mostrar imagens e texto na mesma página. Além disso, tinha uma interface gráfica de fácil utilização. O sucesso do Mosaic foi imediato. 

Em 1994, Andreessen deixou o NCSA para fundar a Netscape e lançar o Netscape Navigator, que rapidamente se tornou o navegador dominante da época.

A popularidade do Netscape levou a uma reação da Microsoft, que, vendo o potencial da Web, lançou seu próprio navegador, o Internet Explorer, em 1995. Isso iniciou a "Guerra dos Browsers", uma disputa acirrada que durou anos. O Internet Explorer, por estar incluído gratuitamente com o Windows, acabou por dominar o mercado, levando à queda do Netscape.

Com o tempo, outros navegadores surgiram, como o Mozilla Firefox (criado a partir do Netscape) e, mais tarde, o Google Chrome, que revolucionou o mercado com sua velocidade e simplicidade, tornando-se o navegador mais usado no mundo.

Em resumo, a WWW, que é aquilo a que hoje chamamos Internet, é o sistema de informação criado por Tim Berners-Lee, enquanto que os navegadores são as ferramentas que permitiram que a Internet se tornasse a peça fundamental da nossa vida digital.

09 setembro 2025

Como recuperar um email antigo da Nova Atena

Já vos aconteceu precisarem de rever um email da Nova Atena que entretanto já apagaram? Bem, o primeiro passo é irem ver no caixote do lixo se ainda lá está. Mas se foi já mais de 1 mês, ou se entretanto apagaram o caixote do lixo, por aí já não conseguem...

Pois bem, existe uma forma de acederem a qualquer email alguma vez enviado pela Nova Atena (desde que começou a ser usado o atual sistema de distribuição de emails, já muitos anos atrás).  

A distribuição de emails da NA é feita recorrendo a uma funcionalidade da Google designada Groups. O Groups, para além de assegurar a correta distribuição dos emails para todos os associados registados, mantém um arquivo histórico de todos os emails enviados. É a esse arquivo que podemos aceder para ler um email antigo já perdido.

Como fazer? Em primeiro lugar, temos que aceder ao Google Groups chamando o vosso 'browser' (Chrome, Edge ou outro) e escrevendo o endereço groups.google.com.

Logo na página inicial vão encontrar Os meus grupos, e aí Nova Atena.

-> Página inicial do Groups 

Basta clicar nesse item e acederão de imediato à lista de todos os emails enviados. Já está! Agora é só procurarem aquele que procuram.


Como passar a receber apenas 1 email com um agregado de todos os emails do dia

Cansados de receber múltiplos emails da Nova Atena por dia? Sabiam que há uma forma de, em vez de receberem esses vários emails isoladamente, receberem apenas 1 único email diário com o agregado de todos os emails desse dia?

ATENÇÃO: Se fizerem isto, tenham em atenção que só irão receber essa informação no final do dia. Portanto, se houver um email que se refira a um acontecimento desse dia (por exemplo, uma aula cancelada), quando lerem o email, já era... Mas como estes emails são normalmente enviados com, pelo menos, 1 dia de antecedência, esse risco é relativamente baixo...

Depois de acederem ao grupo, no menu lateral do Google Groups selecionem As definições da minha subscrição.

Nessa página, em Subscrição, escolham Resumo e depois terminem com Guardar alterações.

A partir desse momento, passarão a receber apenas 1 email por dia com o agregado de todos os emails enviados nesse dia.





07 setembro 2025

Como saber qual a versão de Windows do seu PC

Ainda relativamente ao artigo anterior, poderão perguntar como podem saber qual a versão do sistema operativo Windows do vosso PC.

A forma mais simples é observarem o aspeto do écran inicial do Windows, que é bastante diferente par cada um dos casos.

Windows 7

Esta é talvez a versão mais antiga de Windows que poderão encontrar ainda em utilização. O aspeto é inconfundível:


Se este é o seu caso, então já está na altura de trocar de PC. Pode ser que ele ainda continue a fazer o que já fazia há uns anos atrás 

Windows 10

O aspeto do Windows 10 também é único:


Se for este o caso, então leia com atenção o artigo anterior sobre a migração para Windows 11.

Windows 11

Par além do ecran de arranque ser diferente, outra diferenciação é a barra de tarefas se encontrar centrada e não encostada à esquerda:


Neste caso, pode estar tranquilo/a, o seu PC está a correr a versão mais atual do Windows.

Fim do suporte da Microsoft ao Windows 10

Facto

No próximo dia 14 de Outubro a Microsoft terminará o seu suporte ao Windows 10.

O que significa

A partir desse dia, não haverá mais atualizações ao Windows 10, não haverá mais suporte técnico e não serão disponibilizadas correções de erros de segurança.

Quais as implicações

Apesar das limitações anunciadas, os vossos computadores continuarão a funcionar normalmente, como até agora. Só que não receberão novas funcionalidades. Já no que respeita à segurança, a situação pode ser um pouco mais preocupante, uma vez que, se for descoberta uma qualquer falha de segurança no Windows 10 que possa ser aproveitada por 'hackers', ela não será corrigida, como acontece neste momento.

Qual a mensagem da Microsoft

A mensagem da Microsoft tem sido muito clara: a partir de 14 de Outubro próximo, todos os atuais utilizadores de Windows 10 devem mudar para Windows 11.

Como se migra para Windows 11

A migração para Windows 11 é gratuita. Pode ser realizada pelo próprio utilizador se tiver alguma familiaridade com o sistema operativo, ou solicitar esse serviço numa loja de informática. É um processo relativamente simples e pouco oneroso.

Nota: Para poder migrar para Windows 11, o vosso PC tem de estar com uma versão de Windows 10 atualizada. Portanto, assegurem-se de que o vosso PC está configurado para receber regularmente as atualizações devidas. 

Que computadores podem migrar para Windows 11

Esta é, de longe, a questão mais importante. Para poder migrar para Windows 11, os computadores têm de obedecer a um conjunto de requisitos técnicos que a maioria dos vosso computadores, se já têm alguns anos não cumprem. Nesse caso, o programa que faz a migração de Windows 10 para Windows 11 pára e não faz a migração.

Como saber se o vosso computador é compatível com o Windows 11

A Microsoft disponibiliza uma aplicação de Verificação do Estado de Funcionamento do PC, que analisa o vosso PC e reporta se ele é ou não compatível com o Windows 11. Se for, procedam de imediato a essa atualização.

O que fazer se o PC não for compatível com o Windows 11

Aqui a Microsoft é muito clara: comprem um PC novo!

Mas tem mesmo que ser assim? Não, não tem. Podem sempre continuar a usar o PC com Windows 10 (embora com as restrições acima referidas).

Mas também podem (na maioria dos casos) instalar o Windows 11, mesmo que a Microsoft diga que o vosso PC não é compatível. Para fazer isso, usa-se um processo de instalação alternativo ao da Microsoft que executa todas as atualizações necessárias sem testar se os requisitos técnicos da Microsoft estão cumpridos ou não. Tão simples quanto isso!

O que pode acontecer a um PC com Windows 11 sem cumprir os requisitos mínimos

Em princípio, e de imediato, nada de anormal; funcionará perfeitamente, inclusive receberá as atualizações normais para o Windows 11.

Há, no entanto, o risco de a Microsoft poder anunciar, no futuro, que não fará mais atualizações a computadores que não cumpram os requisitos técnicos mínimos exigidos. Não é o caso, nem nada faz prever que o venha a fazer no futuro. Contudo, se eventualmente o viesse a fazer, logo se veria. E também não tinham perdido nada; sempre tinham continuado a usar o vosso PC durante mais alguns meses ou anos.

Recomendações finais

1. Não fiquem à espera do dia 15 de Outubro; atuem já!

2. Avaliem se o vosso PC com Windows 10 ainda se encontra operacional e adequadamente rápido, ou não 

3. Se o avaliam positivamente, procedam, quanto antes, à sua migração para Windows 11

4. Se atualmente o vosso PC já está lento, e se já tem meia dúzia de anos ou mais, pensem seriamente em comprar um PC novo

Nota final: Se o vosso PC ainda corre Windows 7 ou Windows 8, então não hesitem: está na altura de comprar um PC novo! 

03 setembro 2025

Como adicionar notas aos emails no Gmail (e outras extensões úteis do Chrome)

Como adicionar notas aos emails no Gmail

Um nosso colega lançou o desafio de saber se havia alguma forma de adicionarmos notas aos emails que recebemos ou enviamos, ficando essas notas armazenadas com esses emails.

Pois a resposta é sim: existe uma extensão do Chrome chamada Simple Gmail notes que permite fazer precisamente isso, de uma forma muito simples.

Para este mesmo efeito, identifiquei uma outra extensão - Gmail Notes, da CloudHQ - a qual, para além de permitir criar notas para os emails em geral, de uma forma muito idêntica ao da outra extensão, permite adicionalmente criar notas (tipo Post-It) para assinalar palavras ou frases específicas dentro do texto do email.


Ver o email sem o abrir

Uma outra extensão da mesma empresa - Gmail Preview, da CloudHQ - permite visualizar as primeiras linhas dos emails (ou mesmo a sua totalidade) logo no ecran principal de cada pasta, sem ter de abrir o email. Esta extensão é particularmente útil para quem recebe muitos emails diariamente, permitindo visualizar o tópico de cada email mesmo sem ter de os abrir.



Se estiverem interessados, digam, e eu tentarei ajudar a instalar e configurar.

02 setembro 2025

Como localizar ficheiros no computador

Localizar ficheiros num computador com milhares de documentos pode ser uma tarefa morosa. As ferramentas de pesquisa nativas do Windows são muitas vezes lentas e pouco práticas, obrigando a longas esperas e nem sempre apresentando resultados precisos. Esta dificuldade torna-se ainda mais evidente em discos de grande dimensão ou quando é necessário aceder rapidamente a ficheiros específicos.

Nas aulas já falei de 2 programas que nos podem ajudar - o Everything e o DocFetcher - mas achei por bem voltar a abordá-los aqui.


Everything

O Everything é um programa de pesquisa de ficheiros para Windows, concebido para localizar rapidamente qualquer ficheiro ou pasta existente no computador. O seu objetivo principal é oferecer uma pesquisa quase instantânea, permitindo ao utilizador encontrar informação em segundos, mesmo em discos com milhões de ficheiros.

Entre as funcionalidades principais destacam-se:
  • Indexação inicial extremamente rápida e consumo reduzido de recursos.
  • Pesquisa em tempo real, com resultados apresentados à medida que o utilizador escreve.
  • Capacidade de localizar ficheiros e pastas por nome, com suporte para filtros avançados e operadores de pesquisa.
  • Possibilidade de aceder, abrir ou gerir ficheiros diretamente a partir da lista de resultados.
Graças à sua simplicidade e desempenho, o Everything tornou-se uma das ferramentas mais eficazes para quem necessita de localizar rapidamente conteúdos num sistema Windows.

O Everything pode ser descarregado em: www.voidtools.com/downloads (escolher a opção 'Download Installer' ou 'Download Installer 64-bit', consoande o processador do vosso PC; na dúdiva, escolher o primeiro)


DocFetcher

Ao contrario do Everything que localiza os ficheiros pelo nome, mas não permite identificar rapidamente o conteúdo interno, o DecFetcher permite encontrar informação dentro de documentos em formatos variados, como PDF, Word ou Excel.

O DocFetcher é uma aplicação gratuita e de código aberto que resolve este problema, permitindo realizar pesquisas de texto integral dentro de documentos. O programa cria índices locais dos ficheiros selecionados e possibilita que o utilizador encontre de imediato qualquer ocorrência de palavras ou expressões no conteúdo, com grande rapidez e precisão.

Entre as funcionalidades principais destacam-se:
  • Pesquisa de texto completo em múltiplos formatos de ficheiro, incluindo PDF, Microsoft Office, OpenOffice, HTML e texto simples.
  • Indexação personalizável de pastas ou conjuntos de documentos.
  • Resultados em tempo real, com destaque das palavras-chave no contexto em que aparecem.
  • Possibilidade de pré-visualizar documentos diretamente no programa antes de os abrir.
  • Disponibilidade em várias plataformas, incluindo Windows, macOS e Linux.
O DocFetcher pode ser descarregado em (de entre outros locais): docfetcher.en.softonic.com


Resumo

Tanto o Everything como o DocFetcher são ferramentas de pesquisa eficazes, mas cada uma responde a necessidades distintas.

O Everything foi concebido para localizar ficheiros e pastas pelo nome. É extremamente rápido a indexar discos inteiros e devolve resultados em tempo real à medida que o utilizador escreve. É a solução indicada quando o objetivo é encontrar rapidamente a localização de um ficheiro no computador, mesmo em sistemas com milhares de documentos.

O DocFetcher, por sua vez, resolve um problema diferente: localizar informação dentro do conteúdo dos documentos. Permite pesquisar palavras ou expressões em ficheiros de múltiplos formatos, apresentando os resultados com destaque do contexto em que aparecem. É especialmente útil quando não se sabe o nome do ficheiro que contém a informação, mas apenas uma palavra-chave ou conceito que nele se encontra.

Utilizados em conjunto, oferecem uma solução completa para encontrar rapidamente tanto os ficheiros como a informação que eles contêm.


Comparação entre os 2 programas

Aqui está o comparativo em formato de tabela, que pode ser útil para aulas ou apresentações:

Característica
Everything
DocFetcher
Objetivo principal

Localizar ficheiros e pastas pelo nome

Localizar informação dentro do conteúdo de documentos

Tipo de pesquisa

Pesquisa por nome

Pesquisa de texto integral

Velocidade

Resultados quase instantâneos

Muito rápido após indexação inicial

Indexação

Indexa nomes de ficheiros e pastas

Indexa o conteúdo interno dos documentos

Formatos suportados

Todos os tipos de ficheiro (nome apenas)

PDF, Microsoft Office, OpenOffice, HTML, TXT, entre outros

Plataformas

Windows

Windows, macOS e Linux

Utilização ideal

Encontrar ficheiros quando se conhece (parte do) nome
Encontrar informação quando não se sabe o nome do ficheiro

01 setembro 2025

A IA também se deprime...


O Gemini, da Google, está a atravessar um mau período. Nas últimas semanas, utilizadores da plataforma têm dado conta de um comportamento estranho e preocupante: quando o assistente de IA não consegue resolver determinados problemas, entra num ciclo de autodepreciação, referindo-se a si próprio como um “fracasso” ou “uma vergonha”. Os técnicos da Google já assumiram o erro e afirmam estar a trabalhar numa solução.